Derrotada por Olimpíada de 2020, Madri admite decepção

A imprensa local cravava que a vitória já estava assegurada da cidade

AE, Agência Estado

07 de setembro de 2013 | 19h01

MADRI - Depois de duas candidaturas frustradas, pelos Jogos de 2012 e 2016, Madri confiava que ganharia a eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) para receber a Olimpíada de 2020. A imprensa local cravava que a vitória já estava assegurada. Por isso, a eliminação ainda na primeira rodada, no desempate com Istambul, foi uma ducha de água fria sobre os espanhóis. No fim, Tóquio foi a escolhida.

"Não gostamos do resultado, mas nas vida, e não apenas no esporte, é claro que algumas vezes você ganha, outra você perde, e a chave é fazer tudo possível para que as coisas saiam bem", disse o presidente da Espanha, Mariano Rajoy, que adotou discurso ufanista para tentar elevar moral do seu povo depois da derrota. "Somos uma grande nação, sempre fomos e sempre seremos."

O príncipe Felipe, representante da família real em Buenos Aires, na Assembleia do COI, foi na mesma linha do chefe de estado. "Como os esportistas sabem muito bem, isso só vai nos dar ânimo para nos levantarmos de novo, seguirmos caminhando, seguirmos caminhando, incentivando o esporte e seguirmos orgulhosos de nossos atletas."

Em tom mais triste foi o pronunciamento de Miguel Cardenal, ministro do Esporte. "É uma decepção profunda. Muita gente se dedicou, como o príncipe Felipe, que realizou um trabalho exemplar. Devemos tomar nossos atletas como exemplo para nos levantarmos", disse ele, afirmando que a cidade ainda irá estudar se tentará uma quarta candidatura seguida, para 2024.

Já o Alejandro Blanco, presidente do comitê de campanha de Madri, foi quem mais externou a decepção. Depois de fazer um pronunciamento à imprensa em Buenos Aires e dizer que não sabe o que aconteceu para que a cidade ficasse sem os Jogos de 2020, ele desabou em chorar diante dos jornalistas.

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