Derrotado, Chávez Jr é pego com maconha no antidoping

O boxeador Julio César Chávez Jr, filho da consagrada lenda de mesmo nome do pugilismo mundial, testou positivo para maconha em exame antidoping realizado após a luta do último sábado, em Las Vegas, onde foi derrotado pelo argentino Sergio Martínez e perdeu não só sua invencibilidade como também o título dos pesos médios do Conselho Mundial de Boxe (CMB). A informação foi confirmada por Lee Samuels, porta-voz da empresa Top Rank, promotora do combate.

AE-AP, Agência Estado

20 de setembro de 2012 | 09h01

Samuels leu na última quarta-feira um comunicado, no qual indicou que a Top Rank estava ciente de que o resultado do exame deu positivo para maconha. Ele informou que o boxeador mexicano de 26 anos deverá prestar esclarecimentos sobre o caso à Comissão Atlética do Estado de Nevada.

Keith Kizer, executivo desta comissão, se negou a identificar a identidade do pugilista, mas ressaltou que apenas um dos 32 boxeadores que lutaram na série de combates realizados na noite do último sábado, em Las Vegas, testou positivo no antidoping para uma substância proibida, no caso, a maconha.

No último sábado, Chávez Jr perdeu por decisão unânime dos juízes a luta contra Sergio "Maravilla" Martínez. Foi a sua primeira derrota em 48 combates, sendo que ele ostenta um cartel de 46 vitórias, um empate e um revés.

Por causa do problema com doping, o mexicano poderá perder o prêmio de US$ 3 milhões que teve direito pela sua participação na importante luta do último sábado. A perda ou não desta quantia dependerá das explicações que ele prestará à Comissão Atlética de Nevada.

Esse não é o primeiro problema mais sério envolvendo Chávez Jr em sua carreira de boxeador. Em 2009, ele foi suspenso por sete meses pelo uso de furosemida, um diurético geralmente usado para perda de peso. Já no último dia 22 de janeiro, ele foi preso em Los Angeles por dirigir alcoolizado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.