Desafio do Santos é sobreviver sem Paulo Henrique Ganso

Time sofre com ausência do camisa 10 e tenta, na visita ao Ceará, recuperar pontos perdidos nas duas últimas rodadas

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

O principal desafio do Santos contra o Ceará, às 18h30, no Castelão, em Fortaleza, é mostrar que conseguiu se livrar da dependência de Paulo Henrique Ganso. Nos dois últimos jogos, o time sentiu demais a falta do maestro e deixou escapar cinco importantes pontos diante do Flamengo (empate por 0 a 0, no Maracanã) e Botafogo (derrota por 1 a 0, no Pacaembu). A perda do camisa 10 ainda não foi absorvida pela equipe, que ficou sem o ponto de equilíbrio e o articulador das principais jogadas, e nem pelo técnico Dorival Júnior.

"Paulo Henrique Ganso é o melhor jogador brasileiro na atualidade e não é apenas no elenco do Santos que não há um substituto para ele", opinou o treinador. Quando fechou a janela para transferências internacionais, Dorival Júnior ficou satisfeito. E, com razão, porque, apesar do forte assédio dos europeus, o desmanche da equipe sensação do primeiro semestre se reduzira às vendas de André e Wesley e à volta de Robinho ao Manchester City (em seguida, negociado com o Milan).

Mas, com a ruptura do ligamento do joelho esquerdo de Ganso, o técnico perdeu não apenas o meia, mas também um pouco do brilho de Neymar e a força do meio-campo.

"Uma equipe que sofre as baixas que tivemos, de quase 50% de seus titulares, precisa contar com a compreensão do torcedor", disse Dorival Júnior após a derrota diante do Botafogo, em resposta aos protestos que partiram das arquibancadas do Pacaembu. "O torcedor vai ter de aturar a equipe dessa forma, porque não há tempo disponível para treinamentos e para que façamos as adaptações necessárias."

Para agravar ainda mais a situação santista, colocando sob risco o sonho da conquista da tríplice coroa, vai se desfazendo a esperança de que Keirrison conseguirá substituir André, que foi para o Dínamo de Kiev (Ucrânia).

Apesar de ter apenas 21 anos, ser um jogador leve e ter passado por um período de preparação de um mês e meio, ele está longe de lembrar o goleador dos tempos de Coritiba (41 gols, em 2008) e dos primeiros jogos pelo Palmeiras, no ano passado. Participou dos cinco últimos jogos do time, quatro como titular, mas não consegue desencantar. Hoje, poderá ter a última chance porque Dorival cobra uma resposta rápida dele.

Sem Danilo, suspenso, Dorival Júnior deve completar o meio-campo com a entrada de Breitner para formar a dupla de armadores com Zezinho, e usar Marquinhos na função de segundo volante, ao lado de Arouca. Mesmo diante de um adversário em crise - o Ceará perdeu do Fluminense e demitiu o técnico Mário Sérgio -, o treinador santista não deverá desistir do esquema 4-4-2 para escalar três atacantes.

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