Desempenho de Mano e Tite levaria Corinthians ao título

O primeiro perdeu apenas uma vez, enquanto o atual segue invicto; entre eles, porém, houve Adílson Batista, com 6 derrotas

ANELSO PAIXÃO, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2010 | 00h00

O Corinthians chega à última rodada do Brasileiro ainda brigando pelo título, mas, se dependesse do aproveitamento do técnico que começou a competição e do que está terminando, a situação da equipe poderia estar muito mais tranquila. O problema é que, entre eles, houve a presença de mais um treinador, que levou a média lá para baixo.

Ou seja, o Corinthians de Mano Menezes, que dirigiu a equipe nas 11 primeiras rodadas, com 7 vitórias, três empates e apenas uma derrota (24 pontos), liderou a competição com 72,72% de aproveitamento. Naquela altura, aliás, disputou ponto a ponto a primeira colocação com o Ceará nas 7 primeiras rodadas e depois com o Fluminense.

Agora, o Corinthians de Tite ostenta nada menos que 80,95% de aproveitamento, em 7 rodadas, com 5 vitórias e 2 empates (17 pontos). Ou seja, também lideraria se fossem levadas em consideração apenas estas rodadas - neste período, o Fluminense somou 4 vitórias e 3 empates, enquanto o Grêmio obteve 4 vitórias, 2 empates e uma derrota.

O desempenho de Adilson Batista, porém, fez a campanha alvinegra despencar. Em 17 partidas, somou apenas 25 pontos, com o desempenho pífio de 49,01%, com 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. Fábio Carrile dirigiu o time em uma derrota e um empate.

Adilson pegou o time na liderança e entregou brigando pela terceira posição com o Cruzeiro. Situação que até hoje pesa na luta do time pelo título, especialmente por conta de tropeços imperdoáveis em casa contra Atlético-GO (derrota por 4 a 3) e empate com o Ceará (2 a 2). Sem contar resultados negativos fora de casa contra adversários que não fizeram bom campeonato, como Atlético-MG (2 a 1) e Avaí (3 a 2).

A diretoria não fala abertamente, mas, quando o presidente Andrés Sanchez diz que, se o time não ganhar o título a culpa é dele, refere-se principalmente à escolha infeliz de Adilson Batista, técnico de bom currículo, mas que, definitivamente, não emplacou no Corinthians.

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