Noah K. Murray-USA TODAY Sports
Noah K. Murray-USA TODAY Sports

Desempregado, jogador da NFL tenta carreira no beisebol

Tim Tebow, que não atua desde o ano passado, quer voltar ao esporte que praticou durante o ensino médio

O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 16h21

Outrora promissor atleta do futebol americano, Tim Tebow passou as últimas temporadas da NFL praticamente desempregado. Com poucas chances de entrar em campo pelo quarto ano seguido, ele decidiu seguir a carreira esportiva de uma forma ousada: trocando os gramados de futebol americano pelos de beisebol.

Curiosamente, o jogador de 29 anos nunca desistiu oficialmente do futebol americano. Com uma carreira de poucas oportunidades e muitas dispensas, ele estava sem clube desde o início da última edição do campeonato, quando foi dispensado pelo Philadelphia Eagles após participar dos treinos de pré-temporada. Nesta terça-feira, porém, ele participará de uma sessão de testes de beisebol totalmente fechada para o público, em um local não divulgado na cidade de Los Angeles, mas com a presença olheiros de ao menos 20 equipes e de alguns jornalistas.

Desempregado durante várias ocasiões na carreira, Tebow chegou a ser comentarista de TV em uma emissora nos jogos de futebol americano universitário. A imprensa norte-americana, por sua vez, tem tratado com enorme dúvida a tentativa "arrogante" do atleta de se tornar profissional no beisebol.

"Eu lhe dei aquele olhar (de desconfiança). Ele me disse: 'Eu era bom no ensino médio'. E eu disse: 'Sem faltar com respeito, mas eu já ouvi isso antes", afirmou Gary Sheffield, nove vezes All-star da MLB. "Achei arrogante. Eu fui um jogador de beisebol. Você sabe quão insultado eu me sinto?", afirmou Stephen A. Smith, analista de uma emissora de TV local. "Não se esqueçam de que ele jogou beisebol no ensino médio", sentenciou Adam Schefter, respeitado comentarista de televisão norte-americano.

Mas se a desconfiança vem dos jornalistas, ele foi elogiado em outras ocasiões por gente do meio do esporte que o observou em ação.

"Ele era um canhoto rebatedor com força e algum tamanho. Eu acredito que ele poderia ter atuado nas grandes ligas", afirmou em 2013 seu ex-treinador durante o ensino médio, Greg Mullins. Sua opinião foi seguida por um olheiro do Los Angeles Angels, equipe da Major League Baseball (MLB). "Ele era maior e mais forte que todo mundo. Era simplesmente fácil. Se ele dedicasse tudo ao beisebol como fez com o futebol (americano), quão bom ele poderia ter sido?", afirmou Stephen Hargett, ao site NFL.com.

CARREIRA PROMISSORA SE TRANSFORMOU EM QUATRO ANOS DE DESEMPREGO

Tebow teve um início de carreira promissor no futebol americano. Com bons números na carreira no futebol americano universitário, em 2010 ele assinou contrato com o Denver Broncos para ser o primeiro quarterback reserva da equipe. Ele até conseguiu ir bem na parte final da temporada, sendo selecionado como titular nos dois últimos jogos da equipe, e prosseguindo assim na temporada seguinte. Apesar disso, sem corresponder o esperado ao final de 2011, ele foi trocado com o New York Jets após a chegada de Peyton Manning para a equipe.

Na equipe de Nova Iorque, mais uma vez ele não foi bem e teve poucas oportunidades de ir a campo. Em 2013, ele foi cortado do elenco principal da equipe e acabou, na sequência, assinando com o New England Patriots para ser o reserva de Tom Brady. Seu fraco desempenho nos treinos fez com que ele fosse dispensado ainda na pré-temporada. Ele está sem clube no futebol americano desde setembro do ano passado.

Tebow é, ainda, conhecido por ser muito religioso. Pastor evangélico nas horas vagas, ele virou notícia ao ser dispensado pela namorada por não ter interesse em sexo - aos 29 anos, ele decidiu que só fará relações sexuais após o casamento.

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