Desenho animado motiva Zeferina

Quem diz que desenhos animados servem apenas para distrair crianças está muito enganado. Para algumas pessoas, a serventia é grande. A brasileira Maria Zeferina Baldaia, em busca da trÍplice coroa na capital ? ganhou as corridas de São Silvestre (15 km) e do Aniversário de São Paulo (10 km) ? busca inspiração nas animações para superar os 42.195 metros da 8.ª Maratona de São Paulo, domingo. A fundista pintou em suas unhas, além da bandeira de Sertãozinho, sua cidade natal, onde até hoje treina no meio dos canaviais, o retrato das garotas superpoderosas, personagens do desenho animado. ?É para dar força, motivação?, afirma, sorridente. A idéia de Zeferina é se descontrair e se despreocupar sobre a possível desistência da prova. Menos de 48 horas para a maratona, a fundista, uma das brasileiras favoritas à conquista da prova, estava desconfiada e com medo quanto ao seu rendimento domingo. Ainda recuperando-se de incômoda contusão na coxa esquerda ? sofre de uma tendinoplastia?, teme que o frio e a chuva possam tirá-la da disputa e até prejudicar e ameaçar a hegemonia brasileira na corrida - as atletas do País conquistaram seis das sete edições. ?Com este tempo, congelo, não consigo aquecer o músculo?, disse. ?E vai ajudar as estrangeiras, acostumadas a este clima.? Zeferina, sem esconder estar com apenas 60% das suas condições físicas, tem como objetivo ganhar ritmo de corrida para alcançar o índice de 2h32 em competições futuras para disputar a Olimpíada de 2004. A estratégia de prova já está traçada. Ela pretende acompanhar as líderes até o quilômetro 30. ?Se não sentir a contusão antes, vou até o fim?, revelou. Caso as dores musculares voltem e ela estiver distante das primeiras colocadas, desistirá da prova. ?Estou instruída para não forçar para não agravar a lesão.? Surpresa? - A prova feminina vai contar com a presença de duas simpáticas, porém caladas, atletas russas. As estreantes em maratonas Svetlana Baigulova e Irina Permitina. Esta última pode ser a surpresa da competição. O motivo, as boas marcas conquistadas nas duas provas que participou, ambas na França. Em 98 chegou em primeiro com 2h33 e em 2002 foi a nona, com 2h35. O melhor tempo registrado na Maratona de São Paulo foi de Márcia Narloch, em 99: 2h37min20. Masculino - Os corredores quenianos - serão sete na prova -, Elijah Korir e Charles Tangus estão preocupados com a chuva. Por isso, decidiram suspender os treinos de amanhã. "Não queremos ficar gripados", disse Charles.

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