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Desfalcado, Brasil faz aposta no esforço coletivo no Mundial de Ginástica

Seleções precisam ficar entre as 24 do mundo para seguir na luta por Londres 2012

Amanda Romanelli,

16 de outubro de 2010 | 10h56

Desfalcado de alguns de seus principais ginastas, o Brasil aposta suas fichas no esforço coletivo de seus 14 atletas - com destaque para Daniele Hypolito, Jade Barbosa e Mosiah Rodrigues - para conquistar o principal objetivo do Mundial de Roterdã, que começa hoje: manter o País na briga por uma vaga nos Jogos de Londres, em 2012.

 

"Estamos dizendo que este Mundial é um Pré-Pré-Olímpico", explica Klayler Mourthé, supervisor das seleções brasileiras. "As equipes feminina e masculina precisam ficar entre as 24 melhores do mundo para podermos disputar o Mundial do Japão, em 2011, que também será o Pré-Olímpico. Lá é que serão decididas as vagas para Londres."

 

Na Olimpíada de Pequim, em 2008, apenas as mulheres conseguiram classificar a equipe completa. A ginástica brasileira masculina foi representada apenas por Diego Hypolito, no solo.

 

A seleção feminina, que disputa a fase qualificatória hoje e amanhã, é a que menos sofreu modificações. Não terá Daiane dos Santos, que ainda passa por trâmites referentes à sua suspensão por doping e não está liberada para competições, nem Laís Souza, recuperando-se de cirurgia.

 

Conta, porém, com a força de Daniele Hypolito, a mais experiente da equipe, que não disputou o Mundial de Londres, em 2009, devido a uma lesão na coxa. Também terá o retorno de Jade Barbosa. Embora fora de ritmo, a ginasta disputará sua primeira competição pelo Brasil desde Pequim. Sua ausência deveu-se à grave lesão sofrida no punho direito e desacertos entre seu pai, Cesar Barbosa, e a Confederação Brasileira de Ginástica.

 

"Treinamos bem desde a aclimatação que fizemos em Madri", conta Daniele, de 26 anos. "Tenho certeza de que vamos conseguir a classificação entre as 24 equipes, essa é a nossa preocupação. Queremos garantir o Brasil no Mundial de 2011." Completam a equipe as jovens Ethiene Franco, Priscila Cobello e a estreante Adrian Gomes, além de Bruna Leal, que conseguiu o principal resultado brasileiro no último Mundial - a 14.ª posição no individual geral. Gabriela Soares, de 16 anos, é reserva.

 

Esperando por Diego. A seleção masculina, já carente de bons resultados, dificilmente colherá frutos individuais neste Mundial. A principal esperança, Diego Hypolito, corre contra o tempo para poder disputar o torneio de 2011, pois passou por complicada operação no tornozelo esquerdo há poucos dias. O time também não terá Arthur Zanetti, 4.º nas argolas em 2009, e Victor Rosa, lesionados. Recai sobre Mosiah Rodrigues, de 29 anos, a função de liderar o time. A equipe, que estreia na qualificatória terça-feira, terá Sérgio Sasaki, Danilo Nogueira, Péricles Silva, Francisco Barreto, Felipe Polato e o reserva Petrix Barbosa.

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