Desfalques e incerteza no Palmeiras

Devagar no Brasileiro, time de Felipão volta a atenção ao torneio continental, no qual pode perder por até um gol de diferença que estará nas oitavas

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h06

O Palmeiras entra em campo na noite de hoje em busca da confiança e do bom futebol que sumiram de seu vocabulário nas últimas semanas. Se a fase no Brasileirão não é nada boa, o jeito é voltar ao tipo de competição que o time já foi bem nesta temporada: o mata-mata. Diante do Botafogo, hoje, às 22h, pode até perder por um gol de diferença para avançar à próxima fase da Copa Sul-Americana. O maior problema são os desfalques do time.

As duas últimas melhores exibições do Palmeiras foram justamente contra o adversário de hoje. Pela jogo de ida na Sul-Americana, em Barueri, o placar foi de 2 a 0. E pelo Brasileiro o time conseguiu ganhar por 2 a 1 no Engenhão. A equipe de Felipão também venceu o Flamengo neste mês, mas o resultado de 1 a 0 não foi fácil de ser construído.

Felipão terá novamente uma série de problemas para montar o time hoje, e o desfalque mais sentido será Valdivia.

O chileno deixou o campo domingo contra o Atlético-GO com dores na coxa esquerda, mas tinha avisado que só havia sido substituído por precaução, para não agravar uma lesão que já o deixara seis jogos parado.

Ontem, no entanto, o meia nem treinou com os companheiros, ficando de fora da lista de relacionados.

O elenco viajou para o Rio com apenas 16 jogadores - o banco, assim, ficará incompleto, com cinco atletas. O zagueiro Thiago Heleno, que era dúvida (estava com dores na virilha), foi confirmado no grupo, para alívio do treinador.

Três zagueiros. Com a vantagem de 2 a 0, Felipão deve optar por um sistema mais defensivo no Engenhão. O técnico testou duas formações ontem, mas a primeira treinada deve ser a que vai para campo, com três zagueiros e o jovem Luiz Gustavo na direita. O ataque seria formado por Mazinho e Barcos, com Obina no banco.

Os problemas de lesões (Marcos Assunção e Fernandinho passaram por cirurgia no joelho ontem) não são as únicas dores de cabeça de Felipão. O clube sofre para contratar e, além disso, tenta acabar com um outro mal que percorre seus corredores: o vazamento de informações.

O fato de João Vítor ter chegado com "hálito de cachaça" (segundo as palavras do próprio volante), em um treino da semana passada, e a reportagem do Estado de que a diretoria quer conversar com Maikon Leite e Daniel Carvalho, porque eles estariam fazendo corpo mole, não pegaram bem no elenco.

"Só expõe uma situação que não beneficia ninguém", lamentou o goleiro Bruno. "Tenho certeza que não é jogador que fala isso. Nós não podemos dar bola para isso, sabemos do nosso ambiente, quem são as pessoas que convivemos. Todos têm a cabeça boa", garantiu o goleiro

Botafogo. Apesar de precisar da vitória, o time deve mudar seu esquema de jogo e entrar em campo com três zagueiros. O técnico Oswaldo de Oliveira tenta resolver os problemas da zaga, muito criticada após a derrota para o Atlético-MG, no domingo, por 3 a 2, pelo Brasileiro.

Segundo ele, o esquema com três defensores - Fábio Ferreira, Antonio Carlos e Brinner - é uma medida de "emergência". "Não podemos encarar como uma partida de três pontos", disse o treinador. "Aumento a estatura do time e pode ser uma situação que nos beneficie", afirmou.

Márcio Azevedo, Fellype Gabriel e Vítor Júnior são os desfalques. Com dores musculares, Elkeson é dúvida. / COLABOROU TIAGO ROGERO

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