Robson Fernandjes/AE
Robson Fernandjes/AE

Desfalques tiram brilho da abertura do Campeonato Brasileiro 2011

Série A começa às 18h30 com técnicos ameaçados, reforços sem condições de estrear e foco dividido

ANELSO PAIXÃO, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Com técnicos na berlinda e times desfigurados em relação ao que pretendem apresentar, a 41.ª edição do Campeonato Brasileiro começa neste sábado, às 18h30 (ao vivo na rádio Estadão ESPN - FM 92,9/AM 700) -  e se estende até 4 de dezembro, com 38 longas e desgastantes rodadas. Será a nona disputa no formato de pontos corridos.

Paulo César Carpegiani no São Paulo e Renato Gaúcho no Grêmio em situação mais delicada, além dos contestados Tite no Corinthians e Luiz Felipe Scolari no Palmeiras, são os técnicos mais ameaçados de perder o emprego.

Para complicar a situação destes e da quase totalidade dos treinadores envolvidos no Nacional, os times estarão bastante desfalcados neste início de competição.

Alguns por estarem comprometidos com outros torneios, como Avaí, Ceará, Coritiba e Vasco na Copa do Brasil e Santos na Copa Libertadores. Outros, por ainda não poderem contar com vários reforços contratados especialmente para a disputa, casos de Corinthians, São Paulo, Internacional e Grêmio. Por virem do exterior, só poderão estrear após 3 de agosto.

Há ainda o caso dos muitos desfalques, já que a maioria dos times esteve envolvida em acirradas disputas estaduais até o último final de semana. O Palmeiras, embora eliminado na semifinal, por exemplo, terá cinco ausentes na estreia.

De positivo para os clubes, porém, os cofres cheios com o valor pago pela televisão. Sem o Clube dos 13 como intermediário, a Globo discutiu diretamente com cada um e alguns tiveram aumento de mais de 100%, casos de Corinthians e Flamengo.

No ano passado, esses dois times receberam em torno de R$ 30 milhões e, neste, passarão dos R$ 80 milhões só com o direito de transmissão, mas podem ultrapassar R$ 100 milhões com outras fontes de renda previstas no contrato.

Os novatos. Entre as novidades na disputa, Bahia, Figueirense, Coritiba e América-MG, quatro times que já haviam disputado a 1ª Divisão e hoje substituem Guarani, Goiás, Grêmio Prudente (atual Barueri) e Vitória, rebaixados em 2011. Agora, são 11 representantes da região Sudeste, 6 da Sul, 2 da Norte e 1 da Centro-oeste.

A baixa dos estádios. Maracanã, Mineirão, Castelão e a Fonte Nova são alguns dos estádios fora da competição em função das obras para a Copa do Mundo de 2014. Há ainda o caso da Arena Palestra, do Palmeiras, em reforma apesar de não ser para o Mundial.

Com isso, alguns clubes vão improvisar em seus mandos de jogos, casos de Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, Palmeiras, Bahia e Ceará.

Disputa pela artilharia. Com o retorno de Adriano e Luís Fabiano ao futebol brasileiro, embora ambos afastados por conta de cirurgia, o Brasileiro deste ano pode ter a repetição de um artilheiro. Luís Fabiano foi goleador máximo em 2002, pelo São Paulo, com 19 gols - ao lado de Rodrigo Fabri, do Grêmio. Já Adriano conseguiu a proeza em 2009, pelo Flamengo, também com 19.

Souza, artilheiro pelo Goiás em 2006, com 17, é outro que pode tentar repetir a dose, só que agora defendendo o Bahia.

O torneio, porém, promete disputa empolgante entre vários outros candidatos, como Neymar, Liedson, Dagoberto, Leandro Damião, Fred, Kléber, Rafael Moura...

Os jogos da 1.ª rodada neste sábado são:

18h30 - Atlético-MG x Atlético-PR

18h30 - Ceará x Vasco

18h30 - Flamengo x Avaí

21 horas - Santos x Internacional

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