Desta vez, nem um empate serve para São Paulo salvar o semestre

Time não conseguiu segurar o Palmeiras no domingo. Hoje, tem de ganhar do Nacional para avançar às oitavas

Martín Fernandez, O Estadao de S.Paulo

23 de abril de 2008 | 00h00

Quando armou este time para disputar a Libertadores, o São Paulo tinha tudo planejado: chegaria classificado para a última rodada da fase de grupos e enfrentaria o Atlético Nacional de Medellín, no Morumbi, pensando em garantir a melhor campanha. Cinco jogos e um choque de realidade depois, o São Paulo recebe os colombianos, hoje às 21h50, com a corda no pescoço: um tropeço pode significar a eliminação da competição que virou obsessão para dirigentes e torcedores. A última vez que o clube caiu na 1ª fase foi em 1987. Confira online os lances do jogo O São Paulo precisa vencer para garantir o primeiro lugar no grupo e não depender do resultado do duelo entre Audax Italiano e Sportivo Luqueño, no mesmo horário, no Paraguai. ''É o jogo para classificar e arrancar para chegar à final da Libertadores'', diz o técnico Muricy Ramalho.Time brasileiro mais bem-sucedido na Libertadores (três títulos e três segundos lugares), o São Paulo entrou na edição de 2008 como favorito. Afinal, manteve a base campeã brasileira do ano passado e ainda trouxe bons reforços - ou assim parecia em janeiro. Hoje, até o presidente Juvenal Juvêncio admite que o clube se equivocou nas contratações.A saída de Breno, a lesão de Alex Silva (só agora recuperado) e a falta de constância de Juninho não deixaram a zaga tricolor repetir o desempenho espetacular de 2007. O time que sofreu meio gol por jogo no Brasileiro agora é vazado mais de uma vez por partida.Joilson não provou ser substituto à altura para Souza e Leandro ainda faz falta. Carlos Alberto já foi afastado e Fábio Santos passou longe de ser uma solução para o meio-de-campo - dificilmente fica após o fim de seu empréstimo, em julho. Por tudo isso, o São Paulo virou um time de poucas opções. Os cruzamentos de Jorge Wagner para Adriano (único reforço elogiado pelo presidente) e as jornadas inspiradas de Borges são as melhores - talvez únicas - armas deste São Paulo. ''Vai ser um jogo duro'', prevê Muricy. ''Eles não vão ficar atrás, retrancados, não é o estilo colombiano'', alerta. ''Vamos ter de jogar muito para superá-los.''EX-FAVORITOO sorteio dos grupos da Libertadores só reforçava a impressão de favoritismo tricolor - apontado ao lado do Boca Juniors, de Riquelme, como o principal candidato ao título. Mas a esquadra de Muricy só cambaleou em 2008: empatou com o Nacional na Colômbia e com o Luqueño no Paraguai, além de perder para o Audax no Chile. No Morumbi, venceu estes dois últimos adversários por diferença mínima. ''Esse negócio de favorito nunca existiu. Vocês é que inventaram'', diz Muricy. ''Nós sempre trabalhamos aqui como um time que tem chance de título, como qualquer outro.''Richarlyson, porém, tem opinião diferente. ''Fomos surpreendidos'', admite o jogador, que volta após ficar fora do clássico com o Palmeiras. Superar a eliminação no Paulista, aliás, é outro obstáculo. ''Já acabou o tempo de ficar triste, agora tem outro jogo e precisamos seguir em frente'', prega o treinador. ''Felizmente, o futebol nos dá a rápida possibilidade de recuperação'', emenda Richarlyson.

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