Desta vez, os líderes e articuladores não empolgaram em La Bombonera

Danilo e Riquelme apresentam futebol pouco criativo e acabam comprometendo o setor ofensivo das equipes

RAPHAEL RAMOS , ENVIADO ESPECIAL / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h07

A esperança de Corinthians e Boca Juniors de sair ontem de La Bombonera com uma vitória foram depositadas, principalmente, em Danilo e Riquelme. E não era para menos: os dois meias haviam liderado as suas equipes na trajetória rumo à final da Taça Libertadores de 2012.

Ambos, no entanto, decepcionaram os torcedores. O corintiano pouco pegou na bola, principalmente no segundo tempo, enquanto o argentino foi pouco efetivo em suas investidas ao ataque - por vezes parecia muito mais preocupado em pressionar a arbitragem do que em jogar bola (chegou a levar um cartão amarelo no início do primeiro tempo por reclamação).

Danilo teve boa chance de se consagrar logo aos 17 minutos de jogo, mas, sem marcação e de frente para o gol, dominou mal a bola e não conseguiu concluir a jogada. Do outro lado, Riquelme também fazia feio. Aos 25, pisou na bola e quase caiu no chão na hora em que tinha de armar um jogada de ataque e pegar a defesa alvinegra desarrumada.

Pouco inspirado, Danilo chutou fraco aos 30 e errou passe fácil quatro minutos depois. A partir dos 38, quando deixou de jogar centralizado e foi para a ponta direita com a entrada de Liedson no lugar de Jorge Henrique, o corintiano "desapareceu".

No segundo tempo, Riquelme se mostrou mais efetivo. A bola ficava mais tempo em seus pés. Era o mais claro sinal de que o Boca estava melhor na partida. Os donos da casa subiram a marcação e o camisa 10 argentino tentava a todo instante colocar os homens de frente em condições de marcar. O craque, no entanto, estava longe de apresentar aquele futebol que o fez conquistar três Libertadores.

Até as suas tradicionais jogadas de bola parada não funcionavam. Até o gol do Boca só saiu depois que ele deixou de bater escanteios. Foi Mouche quem fez a cobrança pela esquerda aos 27 do segundo tempo.

A essa altura, Danilo era muito mais um homem de defesa do que o meia de criação e toque de bola cadenciado que o Corinthians precisava para controlar o adversário e chegar ao empate. Aos 38 minutos, então, Tite resolveu trocar o cansado Danilo pelo iluminado Romarinho. O atacante que já havia feito dois gols contra o Palmeiras no domingo precisou de apenas dois minutos para confirmar que tem estrela e empatar o jogo.

O primeiro duelo entre Danilo e Riquelme terminou sem vencedor. Mas na próxima quarta-feira, mesmo que os dois voltem a jogar mal, um sairá do Pacaembu coroado como capitão do melhor time da América.

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