CBDA/Divulgação
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Destaque do Maria Lenk, Ana Marcela aprova treinos e sossego na África do Sul

Atleta é um dos grandes destaques do Brasil nos esportes aquáticos

Entrevista com

Ana Marcela Cunha

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2018 | 17h00

Após ficar aquém do esperado na Olimpíada do Rio-2016, Ana Marcela Cunha decidiu atravessar o oceano para treinar na África do Sul. Seis meses depois de virar uma “turista-moradora” da Cidade do Cabo, como ela mesmo se define, a nadadora brasileira aprova a experiência e aposta num bom resultado na primeira maratona aquática do Troféu Brasil – Maria Lenk que valerá pontos para os clubes na disputa do título. 

+ GALERIA - O recomeço de Ana Marcela Cunha

“O que vejo de diferente lá é a tranquilidade que tenho. Aqui no Brasil a gente sabe como as coisas são super corridas, muito trânsito... Para mim, essa ida pra lá tem me trazido um pouco de tranquilidade. É só treinar, consigo ter mais foco”, resumiu a atleta, em conversa com o Estado

Na entrevista abaixo, a tricampeã mundial da maratona de 25km conta como está sendo a experiência no país africano e projeta sua participação no Maria Lenk, tanto na piscina quanto na maratona na praia de Copacabana, neste domingo. 

Ela comenta ainda a perda do patrocínio dos Correios e avalia a nova gestão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), que assumiu a entidade no ano passado, colocando fim a uma sequência de 30 anos da mesma administração. 

Como está a vida na África do Sul?

Como turista e moradora, acho a Cidade do Cabo uma cidade muito legal, turística, tem bastante movimento. É bem diferente do que eu esperava e também é muito diferente do restante da África do Sul. Todo fim de semana a gente faz alguma coisa diferente. Moro sozinha, o meu técnico [Fernando Possenti] também mora lá, mas não na mesma casa.

Por que treinar lá?

Em outubro recebemos uma proposta de uma fundação, a Aquazurra, para treinar lá com tudo pago: moradia, viagem, tudo. Eu queria algo diferente, sair um pouco do Brasil. Lá o meu custo de vida é mais baixo porque a fundação banca quase tudo. O projeto é olímpico, visando os Jogos de Tóquio-2020.

Quais as metas para o Troféu Brasil – Maria Lenk?

Na maratona, a gente busca o resultado, mas não pensa muito no tempo. Porque é uma prova muito diferente, não dá para ter esta noção por causa das condições do mar. Não dá para comparar a mesma prova no memso lugar em dias diferentes. Já tem uma diferença. Mas em relação à psicina, quero chegar perto dos meus melhores resultados e fazer o melhor que eu puder para jaudar minha equipe com os pontos. 

Como te afetou o corte do patrocínio dos Correios aos atletas? 

Lógico que o corte de custos afeta todo mundo. Mas era algo já previsto porque o contrato de todo mundo tinha validade. Já sabíamos que não haveria a renovação. Pra todo mundo, pesa um pouco. Sempre faz a diferença nas contas, mas a gente sempre se ajeita, né. 

O apoio pode voltar?

Acho vai demorar um pouco porque a gente sabe que a CBDA tem hoje uma dívida muito alta. Mas sabemos que a nova gestão é bem transparente, sabemos tudo o que está sendo gasto. Acredito que para o patrocínio vai demorar uns três anos mais ou menos para voltar. Não será algo da noite para o dia. 

Como avalia a nova gestão da CBDA?

Eles estão trabalhando bem, na minha opinião. A transparência que estão tendo, pra gente, é muito bom. Traz mais segurança. Acredito que é uma equipe nova, muita gente com muitas ideias. Isso é muito bom. Se você não estiver atualizado hoje em dia, você fica para trás.

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