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GP de Detroit 1986: Senna exibe bandeira do Brasil pela 1ª vez na F-1

Brasileira dá troco em franceses nas pistas por eliminação na Copa

O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2015 | 12h00

No dia 22 de Junho de 1986, o Brasil iria ver pela primeira vez uma cena que faria história. Um dia depois que a seleção brasileira foi eliminada na Copa do Mundo pela França, a resposta do País veio nas pista de Detroit, nos EUA. O então ainda novato Ayrton Senna, piloto da Lotus, fez uma corrida sensacional, mostrando o que viria a ser na Fórmula 1. No final, pegou uma bandeira do Brasil e a exibiu em seu carro, dando o troco para o francês Alain Prost e para a sua própria escuderia, Lotus, que comemoraram a eliminação do time de Telê Santana no México.

Enquanto no futebol tudo deu errado, tudo deu certo na Fórmula 1: Senna largou na pole position, após conquistar a posição no sábado, o brasileiro conseguiu superar os problemas durante a prova de domingo. O maior deles foram os pneus. Na 13ª volta, um deles furou, forçando uma parada nos boxes que o jogou para oitavo, mas na 31ª volta já estava em segundo, atrás apenas de Nelson Piquet.

Oito voltas depois, Ayrton tomava a ponta, aproveitando um pit stop demorado de Piquet (ele bateria voltas depois e teria que abandonar a corrida). O Estado descreveu que Senna venceu o Grande Prêmio de Detroit de "maneira brilhante". "Senna fez uma corrida calculada em Detroit para conseguir sua quarta vitória na F-1 e voltar a liderança do campeonato deste ano", escreveu o Estado

Em terceiro, Prost reclamava de sua McLaren. Ao contrário dos "Bleus", que souberam como vencer o Brasil, a equipe britânica obrigou o francês a largar com 40 litros de combustível além do necessário e também instalou discos de freios grandes que não atingiam a temperatura ideal de funcionamento. Como resultado, não apenas viu Senna levantar o verde e amarelo brasileiro, como perdeu a liderança do Mundial de Pilotos. 

Infelizmente para Senna, a tristeza francesa na F-1 foi momentânea. Quem ficou com o título na temporada acabou mesmo sendo Alain Prost, com Nigel Mansell em segundo e Nelson Piquet em terceiro. Ayrton teria que esperar mais dois anos, até a temporada 1988, para poder gritar é campeão. Menos do que a seleção brasileira, só campeã novamente oito anos depois. 

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