Dez mil policiais nas ruas do Rio

Com duas manifestações marcadas para o entorno do Maracanã amanhã, Forças de Segurança reforçaram o efetivo

FELIPE WERNECK , HELOISA ARUTH STURM , MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2013 | 02h15

Dois grandes protestos estão marcados para amanhã nas imediações do Maracanã. Apesar de não haver estimativa do número de participantes, o efetivo policial já está fechado: mais de 10 mil policiais serão empregados no esquema de segurança, o maior já planejado para um evento esportivo na história do País. Outros 7.400 militares do Exército, Marinha e Força Aérea vão reforçar a segurança em pontos estratégicos da cidade.

Os manifestantes planejam se concentrar na Praça Saens Peña, a cerca de 1,7 km do estádio, em dois horários: às 10h e às 15h e, de lá, seguir para o Maracanã. Os atos são organizados pelo Comitê Popular da Copa e por uma plenária do Fórum de Lutas, que reúnem diferentes movimentos sociais. Também circula pela internet um roteiro com dez diferentes pontos de concentração, que incluem praças e estações de trem e metrô próximas ao estádio, que terão a segurança reforçada.

Os grupos irão protestar contra o "processo de privatização e elitização do Maracanã", contra a derrubada do estádio de atletismo Célio de Barros, do parque aquático Júlio Delamare e da escola municipal Friedenreich, além do fim das remoções provocadas pela Copa e os Jogos Olímpicos.

Pelas redes sociais, cerca de 20 mil pessoas confirmaram presença, mas integrantes esperam reunir "não menos do que cem mil pessoas" ou um público maior do que o do último protesto em Belo Horizonte: 60 mil. "Nossa intenção é chegar em frente ao Maracanã. Estamos lutando por direitos e a liberdade de manifestação não pode ser controlada. Caso haja bloqueio, a orientação é não furar. A região é residencial, esperamos que a polícia não provoque um terror na Tijuca", disse Marcelo Edmundo, um dos integrantes do Comitê.

Serão montadas barreiras policiais num raio de dois quilômetros do Maracanã. Somente quem tiver ingresso para o jogo será autorizado a passar. As ruas ao redor do estádio serão interditadas ao tráfego às 14h. Todo o efetivo de 1,2 mil do Batalhão de Choque estará de prontidão nos arredores do estádio, com grande aparato.

Os últimos detalhes do plano foram fechados ontem, em reunião entre representantes da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, e o governo do Rio. Serão cerca de 6 mil policiais militares, 1.000 agentes da Força Nacional de Segurança (FNS), 800 policiais federais, além de guardas municipais e policiais civis e rodoviários federais. Cerca de 300 homens da FNS que estavam nas outras cinco cidades-sede da Copa das Confederações já chegaram ao Rio.

"Os nossos policiais estão orientados para evitar provocação, para ter o máximo de tolerância possível. Uma orientação muito clara do comando da PM é evitar ao máximo qualquer tipo de utilização de bala de borracha", afirmou o coronel Frederico Caldas, porta-voz da PM. A Defesa vai contar com 5.500 militares do Exército, 1.300 da Marinha e 600 da Força Aérea Brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.