Dia frio na tevê. Até aparecer o atletismo

Combinando com o clima em São Paulo, o penúltimo dia do Pan na TV começou frio. Falcão e sua turma abriram a programação tentando dar uma aquecida na torcida. Dribles bonitos, final contra a Argentina, show garantido? "Vai Falcão, dá um lençol no goleiro!", grita o narrador na Globo. "Lençol?". Não seria melhor um cobertor? Mal meus neurônios se alinham para tentar entender a metáfora ou o nome certo do drible e "Gooooool!", golaço do Brasil. Mais um, outro, e outro... Vitória fácil em cima de nossos arquiinimigos. Ouro! Que bom, mas ouro de tolo, afinal, quem vence o Brasil no futsal?Aí vem Hugo Hoyama, no "animado" tênis de mesa. É a vez do "não" décimo ouro do nosso recordista de medalhas. A ginástica rítmica parece ser a aposta do dia. Band e Record preferem até dar mais espaço à modalidade do que a Globo, que aposta no basquete masculino. Mulheres elásticas a postos - como aquelas moças conseguem pular corda para trás? - maiôs e músicas de gostos duvidosos e a aposta se mostra acertada. Ouro nelas. A vez é do trampolim. Na categoria "congelados só de olhar", a TV dá pequenos flashes da turma do salto ornamental. Ao ver o basquete, a audiência mais distraída pensou: "Ufa, até que enfim uma grande final! Mas contra o Uruguai?" Não, era uma semi, daquelas em que se tem obrigação de ganhar. Eis que surge o atletismo, quando a TV aberta, cansada, deixa para a paga a tarefa de transmitir na íntegra a competição. "Pára a novela!", ouro no 4 x 100 m. "Pára" de novo, ouro no salto com vara. Outra vez, medalha nos 3 mil com obstáculos... Olha lá, Jadel Gregório levando a melhor no triplo! A vez era das meninas e meninos de pernas compridas, em que só a TV paga acreditou pra valer.

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