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Diana Cristina é vencedora do Brasil Surf Pro

Tininha superou a surfista Claudinha Gonçalves na final de Itamambuca

Paulo Fávero - Enviado especial, estadão.com.br

25 de setembro de 2011 | 16h12

UBATUBA - Diana Cristina, a Tininha, tem dificuldade para se recordar da última vez que perdeu uma etapa do Circuito Brasileiro de Surfe. Neste domingo, a menina fez mais uma vítima e conquistou o prêmio de R$ 13 mil no Brasil Surf Pro. Sua última derrota foi em novembro do ano passado, em Florianópolis. Desde então, colecionou vitórias e, desta vez, superou na final de Itamambuca a surfista Claudinha Gonçalves - no masculino a vitória foi de Odirlei Coutinho.

Aos 21 anos, ela está há quase quatro sem patrocínio. Mesmo com o sucesso da atletas nas ondas do Brasil, a dificuldade em conseguir apoio é grande. "Eu tenho treinado junto com meu pai e isso vem dando certo. Agora vou mais confiante em busca do título do circuito", explica a líder do ranking feminino.

A história de Tininha é diferente da maioria das outras atletas. De origem indígena, ela nasceu em Baía da Traição, no litoral norte da Paraíba. "Somos da tribo dos potiguaras. Moro na cidade, mas em volta tem 26 aldeias. Somos todos índios e antes eu até tinha vergonha de falar sobre isso, mas já acostumei. E é engraçado porque aí querem que eu coloque um cocar, me pinte. Só faço isso no dia 21 de abril", afirma.

Tininha, inclusive, já convidou algumas amigas surfistas para conhecerem sua tribo, mas até agora as meninas não puderam ir. "É lindo lá, todos precisam conhecer", diz. Toda sua família costuma pegar ondas. "Menos minha mãe", avisa.

Apesar de ter morado quatro anos no Rio de Janeiro, Tininha se orgulha de suas origens. Confessa que adora deitar numa rede e que, quando está em viagem, sente falta do contato familiar. Agora, o sonho de ser campeã brasileira está cada vez mais perto.

Faltam duas etapas para o fim do circuito e a distância para a segunda colocada é folgada (660 pontos). Mesmo sem patrocínio, ela vem mostrando, nas ondas, que é uma guerreira. Como seus antepassados.

O repórter viajou a convite da Petrobras.

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