DIÁRIO DA SELEÇÃO: Alguém aí se lembra de Robben?

Neymar vai de chuteira dourada, sem mudanças no penteado e disposto a engolir o Chile neste sábado. Diz que não se sente pressionado nem liga para essa história de "Neymardependência"que o Brasil tem para se virar nesta Copa do Mundo até o esperado dia 13 de julho. Jogar a Copa e ser campeão "é um sonho que tenho desde menininho", repete, ao ser instigado a respeito da tonelada às suas costas.

Luiz Antônio Prósperi , O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2014 | 02h02

Messi, também em três jogos, faz de conta que não sabe da "Messidependência" que a Argentina tem de seu futebol. Não fosse só isso, tem de se livrar do carma de Diego Maradona. Se pensa em abraçar a Copa, tem de provar primeiro a seus compatriotas que está acima de Deus Dieguito ou pelo menos sentado à sua direita no olimpo do futebol.

São responsabilidades distintas, quase paralelas, mas com o mesmo trilho até a última estação. Aos dois não cabe o perdão de não levarem Brasil e Argentina à final.

Nesta primeira fase do Mundial, cumpriram muito bem o ritual. Neymar tem feito de tudo na seleção. Conta com a proteção, o mimo e a deferência do chefe Felipão. Nem mesmo em seus dias de carranca, pelo menos em público, o treinador pegou no pé do craque por uma ou outra discordância. Tem deixado o jogador à vontade para se divertir até nos treinamentos. Contrariar Neymar é quase um pecado no regime interno da seleção. Nos jogos, nem se fala. Na pregação do técnico, o craque goza de total liberdade. E a recompensa, confirma Felipão, vem no resultado das partidas até aqui favoráveis ao Brasil.

Consta que, do outro lado, não tem sido diferente. Por lá, Messi tem feito muito mais que Neymar por aqui. O argentino vem interferindo até na escalação e no esquema tático da Argentina. Alejandro Sabella, ao que parece, não tem feito objeções. Não por acaso, Messi já alçou voo rumo ao dia 13 no Maracanã, para se imortalizar como Maradona na Cidade do México, em 1986.

Que a Copa estava na vitrine para a cobiça de Neymar e Messi ninguém tinha a menor dúvida. É briga de diamantes por um cravo na peça de ouro da Fifa. Só que tem um sujeito aí pedindo passagem para entrar na festa - não como intruso, mas como uma personalidade que se esqueceram de convidar. Robben está descendo da limusine laranja na porta do salão.

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