Diário do Japão: Da pacata Nagoya até a frenética Yokohama

O sossego de Nagoya ficou para trás. Bastaram algumas horas em Yokohama, depois de uma viagem de trem-bala que durou 1h20 - com direito à impressionante vista do Monte Fuji e seu colarinho nevado - para perceber a diferença entre as duas cidades.

Luís Augusto Monaco , O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h03

A primeira, e mais evidente, é o trânsito. Durante a semana vivida em Nagoya, nem eu nem outro jornalista brasileiro deparou-se com algum congestionamento. Aqui, peguei trânsito da estação para o hotel e do hotel para o estádio. A caminho do jogo, o motorista que me levava se desculpava de dois em dois minutos pela lentidão com que avançávamos - como se estivesse se sentindo culpado por me fazer perder tempo em sua cidade. Depois da partida, optei por voltar de metrô, mas, para chegar à estação, tive de embarcar no ônibus oferecido pela Fifa. E o trajeto que a pé é feito em 15 minutos durou 20.

A compensação para a agitação de uma cidade que tem quase 1,5 milhão de habitantes a mais do que Nagoya (3,6 milhões contra 2,2 milhões) é a beleza de sua baía. Muitos hotéis e arranha-céus estão localizados de frente para o Pacífico, e entre o que me hospeda e o mar existe o belo Parque Yamashita, com suas árvores bem cuidadas e suas alamedas impecavelmente limpas.

O ponto comum entre as duas cidades é a educação e a boa vontade que seus moradores têm para ajudar. Quem não fala inglês faz o possível e o impossível para entender e ser entendido. E os que falam logo se oferecem para tirar alguma dúvida quando veem alguém tentando decifrar um mapa do metrô, por exemplo.

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