Diego arrisca tudo em busca do tricampeonato, em Madri

Brasileiro muda método de trabalho e vai apresentar série de exercícios mais difícil na prova de solo na Super Final da Copa do Mundo

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2008 | 00h00

Diego Hypolito vai arriscar tudo na tentativa de conquistar o tricampeonato no solo da Super Final da Copa do Mundo de Ginástica Artística, que começa hoje, em Madri. Da Olimpíada de Pequim para cá, o atleta, que também competirá hoje no cavalo e nas argolas, mudou seu esquema de treinamento e aumentou o grau de dificuldade de sua série, que prevê a execução do movimento que ganhou seu sobrenome. A irmã, Daniele, também estará em ação, no salto e na paralela.Diego não vê na competição uma chance de salvar o ano depois de ter voltado da Olimpíada de Pequim sem medalha. "Eu não considero que meu ano tenho sido ruim. Não tive os melhores resultados, mas em todas as competicões estava me classificando sempre em primeiro e segundo", avalia. "Na vida, a gente não vive só de vitorias, de pódios. Eu me sinto vitorioso, pois tive problemas muito mais graves neste ano, como a operação (fez uma artroscopia em março) e a dengue. Não desisti de meus sonhos."Diego admite que já está pensando no futuro, por isso a opção de tentar uma apresentação mais difícil que a de Pequim na Super Final. A nota de partida será 16,8. "Esta serie é mais arriscada, mas quero fazer (agora) já visando ao próximo ano." O ginasta diz que está bem física e psicologicamente. "Treinei melhor do que na Olimpíada, mas competição é competição, então tenho de entrar bastante concentrado."Apesar de a meta ser manter a hegemonia nas Super Finais com um tricampeonato no solo (o ginasta ganhou em 2004 e 2006), Diego diz que o resultado não é tudo. "É um cameponato com muita importância, pois aqui só estão atletas classificados pelo ranking", lembra Diego. "Pretendo fazer uma boa competicão, independentemente do resultado."O ginasta diz que, para a Super Final, não pensou nos adversários. "Nem vi quais atletas estão competindo. Me preocupei bastante com os detalhes da minha série", disse o ginasta. O técnico do atleta, Renato Araújo, está implantando um novo modelo de trabalho, estilo japonês. "O treino é mais dinâmico. Tenho menos tempo para desconcentrar entre um exercício e outro", explica Diego.Para Daniele Hypolito, a Super Final não é uma novidade: esta é a quarta vez que participa. "Serei a única representante brasileria no feminino (Daiane dos Santos e Jade Barbosa, contundidas, tiveram de desistir) e estou bastante concentrada." No domingo, a ginasta compete na trave e no solo, enquanto o irmão Diego disputa salto, barras paralelas e barra fixa. Mosiah Rodrigues também representará o Brasil na barra fixa domingo.

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