Difícil destacar um favorito ao título

Depois da corrida de hoje em Hockenheim, na Alemanha, 11.ª do calendário, restarão oito etapas para o encerramento da temporada. Diante da natureza dos próximos circuitos e do que cada equipe com chances de disputar o título apresentou até agora, o que a lógica sugere que deve acontecer na disputa? A 12.ª prova do Mundial será o GP da Hungria, dia 1.º, em Hungaroring, traçado dos mais lentos. A McLaren MP4/25-Mercedes é um carro eficiente nessas condições e Lewis Hamilton, um piloto espetacular, embora a Red Bull tenha vencido sem dificuldades em Mônaco. A Ferrari transformou o F10 de Fernando Alonso e Felipe Massa num monoposto bem melhor e pode entrar na briga.

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2010 | 00h00

Já a prova seguinte, o GP da Bélica, em Spa-Francorchamps, dia 29 de agosto, é o melhor cenário possível para Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull. Há uma tendência de disporem de vantagem ainda maior que em Silverstone, na Inglaterra. Em Monza, 15 dias depois, e no GP de Cingapura, dia 26 de outubro, a concorrência entre Red Bull, McLaren e Ferrari volta a ser dura. Não é possível apontar um favorito destacado, embora o conjunto da Red Bull seja o mais equilibrado da Fórmula 1.

A exemplo da corrida em Spa-Francorchamps, Vettel e Webber só não vencem em Suzuka, no Japão, dia 10 de outubro, se tiverem um problema mecânico, errarem ou se envolverem num incidente. A 17.ª etapa marca a estreia da Coreia do Sul no campeonato. Com 5.621 metros, seu circuito apresenta uma sequência de curvas lentas impensável. Mais uma batalha entre Red Bull, McLaren e Ferrari.

Webber venceu em 2009 o GP do Brasil e Vettel o GP de Abu Dabi, os dois últimos do ano. A vantagem agora é de novo da sua escuderia. São os concorrentes com maiores possibilidades de serem campeões. O que premiaria o melhor conjunto da F-1.

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