Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Dilma espera que programa leve País a potência esportiva

Brasil Medalhas 2016 vai ajudar cerca de 200 atletas entre os melhores do mundo. Investimento será de R$ 2,5 bilhões

Lisandra Paraguassu,

14 de setembro de 2012 | 09h05

BRASÍLIA - Nos próximos três anos, a presidente Dilma Rousseff quer que o Brasil passe de uma colocação mediana no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos para ser uma "potência esportiva". Ontem, durante o lançamento do programa Brasil Medalhas 2016, o governo anunciou que pretende dar a cerca de 200 atletas brasileiros classificados entre os 20 melhores do mundo em suas categorias, uma bolsa mensal de R$ 15 mil até a Olimpíada do Rio, em 2016. É a forma, diz a presidente, de o governo dar apoio concreto aos atletas para chegar daqui a quatro anos entre os 10 países com mais medalhas.

"Transformemos a Olimpíada de 2016 num momento especial desse País, o momento em que nós daremos um salto e nos transformaremos em uma potência esportiva ou caminharemos em passos firmes para nos tornarmos uma", afirmou Dilma. "Somos um País que tem grande capacidade esportiva mas não temos ainda esporte massificado."

No total, o governo pretende investir R$ 2,5 bilhões em esportes de alto rendimento entre 2013 e 2016. Desses recursos, no entanto, R$ 1,5 bilhão já são do programa Bolsa-Atleta para esportes de alto rendimento. O restante vai para o projeto de medalhas, sendo R$ 690 milhões para apoio ao atleta, incluindo, além da bolsa em si, recursos para pagamento de uma equipe de apoio com preparador físico, nutricionista e outros profissionais, compra de material esportivo e passagens e diárias para participação em competições internacionais.

O restante dos recursos, R$ 310 milhões, serão investidos na construção e reforma de 22 centros de treinamento olímpicos e de um centro paraolímpico. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, diz que será o melhor do mundo.

A Bolsa-Pódio, como está sendo chamada, será definida juntamente com as confederações esportivas, mas não será para todos. Um dos critérios, segundo Rebelo, será a necessidade. "Há o critério de rendimento, mas também há o critério econômico e social", afirmou o ministro, explicando que boa parte da seleção de vôlei, por exemplo, não receberia, como hoje não recebe o Bolsa-Atleta, mas a seleção feminina de futebol está nos critérios. "Nem preciso explicar o porquê", disse.

"Como sede dos Jogos, é muito justo que as nossas ambições sejam ainda maiores em termos de vitórias e de medalhas, mas querer, esperar e ambicionar, ainda que sejam sentimentos e posturas essenciais, não garantem por si só as conquistas. Nós temos de acrescentar o verbo fazer", disse a presidente.

O governo trabalha com a meta de alcançar o 10.º lugar no quadro de medalhas - ficou em 22.º em Londres, com três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Na Paraolimpíada, a meta é ficar em 5.º lugar, subindo duas posições em relação a Londres.

Perguntado se a meta era em medalhas de ouro, o critério mais usado, ou no quadro geral, o ministro do Esporte disse que iria trabalhar com os dois. Subir de 22.º em medalhas de ouro para 10.º, bem mais complicado que passar no quadro geral de 14.º (posição do Brasil nos Jogos) para 10.º. Para o Comitê Olímpico Brasileiro, a alternativa que está sendo considerada é apenas a segunda.

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