Dilma põe o Brasil em 14º lugar em Londres

Presidente sobe posição do País no quadro de medalhas (ficou em 22º) ao contar só o número total de conquistas

RAFAEL MORAES MOURA , TÂNIA MONTEIRO , BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h07

Ao receber simbolicamente a bandeira da Olimpíada, que ficará no Rio até os Jogos em 2016, a presidente Dilma Rousseff disse que o Brasil quer aumenta o número de medalhas para quando a competição for realizada no Brasil. Dilma, que recebeu ontem, no Palácio do Planalto, os atletas olímpicos do boxe Yamaguchi Falcão e Esquiva Falcão, afirmou, em discurso, que precisará de pessoas como os dois, que venceram tantas dificuldades até chegarem à vitória no esporte, para alcançar os objetivos do País.

"Eu acho que o Brasil tem um objetivo: nós queremos elevar o número de medalhas. Precisamos de atletas como o Yamaguchi e o Esquiva. Precisamos de pais e mães como os pais e as mães deles", comentou a presidente, ao salientar o orgulho que deve ter "um pai e uma mãe que tem dois filhos no mesmo esporte, tendo tirado duas medalhas. Eles têm de ser homenageados por nós."

Ao comemorar os resultados obtidos pelo Brasil, a presidente Dilma ignorou o ranking oficial da Olimpíada, que coloca o País como classificado em 22.º lugar, por ter alcançado apenas três medalhas de ouro. Exaltou o fato de o País ter ficado em 14.º lugar pelo número de medalhas.

"Eu fico muito honrada, primeiro, de estar com eles. Segundo, pela trajetória deles, e fico honrada também porque o Brasil conquistou nesta Olimpíada o 14.º lugar em medalhas, aí somadas as de prata, as de bronze e as de ouro", comentou a presidente, que estava ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, do prefeito carioca, Eduardo Paes, do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro , Carlos Arthur Nuzman, e de parentes dos dois medalhistas.

Em Londres, Yamaguchi ganhou medalha de bronze no boxe pela categoria meio-pesado, até 81 kg, e Esquiva conquistou medalha de prata, na categoria dos médios, até 75 kg.

Ao conversar com Esquiva e Yamaguchi, a presidente Dilma, bem-humorada, brincou que estava aprendendo a lutar boxe com os atletas medalhistas. "Eles são ótimos professores", afirmou, acrescentando que tem certeza que o ouro deles vai chegar, porque isso é um processo e a busca de um sonho. Para a presidente, o boxe além de ser uma luta, "é uma arte".

Após a cerimônia, Esquiva falou que tentará o primeiro lugar em 2016. "Esse ouro ficou engasgado na minha garganta", declarou. O boxeador se referia à derrota para o atleta japonês Ryota Murata, na disputa final. Ele se queixou ainda das dificuldades enfrentadas pela falta de patrocínio. "O principal problema no esporte hoje é a falta de patrocínio." A presidente Dilma pousou para fotos colocando a medalha e ganhou beijos dos atletas.

Bandeira. Depois da visita a Brasília, o prefeito Eduardo Paes leva hoje a bandeira olímpica para um giro pelas zona norte e oeste do Rio. Vai apresentar o símbolo a alunos da rede municipal na comunidade de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, às 9 horas. Em seguida, a comitiva parte para o bairro de Realengo, onde a bandeira será recebida com honras militares na Praça do Canhão. O passeio termina no Palácio da Cidade, sede do governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.