WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Dilma prevê 'melhor festa do esporte mundial' no Rio em 2016

Presidente participa de festa dos 365 dias para os Jogos

LUCIANA NUNES LEAL E MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

05 Agosto 2015 | 19h25

Faltando exatamente um ano para a Olimpíada do Rio, a presidente Dilma Rousseff participou nesta quarta-feira da cerimônia comemorativa da data e, em rápido discurso, disse que o País está "trabalhando duro para realizar a melhor festa que o esporte mundial já viveu". A presidente destacou a "vigorosa cultura de paz e trabalho" do povo brasileiro e disse que, desde a Grécia Antiga, os Jogos Olímpicos serão realizados "no mais lindo cenário".

O evento que celebrou um ano do início dos Jogos aconteceu no fim da tarde desta quarta, na Cidade das Artes, zona oeste do Rio de Janeiro, e foi marcado por pelo menos dois fatos curiosos - incluindo um erro de cálculo na contagem regressiva.

Mario Andrada, diretor de Comunicação do Comitê Rio-2016, abriu a cerimônia citando que faltavam exatamente 365 dias para o início da Olimpíada, número desmembrado na sequência até chegar à casa dos segundos. Dilma Rousseff foi a primeira a discursar e citou os "366 dias para os Jogos", que começam em 5 de agosto de 2016. Na sequência, Thomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) tomou a palavra e lembrou que a presidente estava certa "porque fevereiro terá 29 dias". Os Jogos Olímpicos sempre ocorrem nos anos bissextos.

O outro momento curioso aconteceu durante a execução do hino olímpico. No palco, estavam perfilados Bach, Dilma, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o ministro do Esporte, George Hilton, a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos do Rio, Nawal El Moutawakel, e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio-2016. Todos se voltaram para a bandeira olímpica, mas pouco depois de iniciar o hino Dilma Rousseff se virou para a plateia. Ficou assim até que fosse executado o Hino Nacional, quando então se posicionou como os demais.

Dilma leu seu discurso, sem improvisos, mais voltado para dar boas vindas a atletas, torcedores e turistas do que ressaltar o legado que será deixado para a cidade, como as obras de mobilidade e a melhoria do transporte público de massa.

Coube a Bach abordar o legado olímpico. "O Rio de Janeiro deixará um legado importante para o esporte e para os atletas", disse o dirigente, para depois ressaltar que a Olimpíada também está trazendo benefícios para a população em geral. "Quando o Rio ganhou o direito de ser sede, em 2009, 16% dos cariocas tinham acesso ao transporte público de velocidade. Para a Olimpíada, esse número passará a 63%."

A presidente citou a expectativa para o início da competição. "O coração do Brasil já começou a bater muito mais forte", disse Dilma. Na plateia, havia políticos como o prefeito oposicionista de Manaus, Arthur Virgílio, do PSDB, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e atletas de várias categorias.

"Com a experiência acumulada ao organizar com grande sucesso a Copa do Mundo de 2014, cumpriremos todas as etapas necessárias para mais uma vez encantar o mundo", prometeu a presidente. E Bach pareceu concordar: "Vocês cariocas, vocês brasileiros, vão mostrar ao mundo paixão e eficiência".

Após os discursos, presidentes de seis comitês olímpicos nacionais - incluindo Nuzman, do brasileiro - receberam o convite oficial para participar da Olimpíada, que deverá ter a presença de 206 nações. No fim, todos assistiram às apresentações dos músicos Diogo Nogueira, Roberta Sá e Zeca Pagodinho. Dilma deixou a Cidade das Artes sem falar com a imprensa.

Do lado de fora, um grupo com aproximadamente 15 pessoas fez um pequeno protesto contra as remoções de famílias que moravam próximas ao Parque Olímpico e pela poluição da Baía de Guanabara.

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