Luiz Pires/Vipcomm
Luiz Pires/Vipcomm

Dínamo goleia Carlos Barbosa e é campeão da Copa Intercontinental

Equipe de Moscou aproveita erros de marcação para marcar quatro gols nos minutos finais

MARCIO DOLZAN, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2013 | 18h58

SÃO PAULO - Com quatro gols nos últimos quatro minutos de jogo, o Dínamo de Moscou goleou o Carlos Barbosa por 5 a 1 na final da Copa Intercontinental e conquistou o título da competição pela primeira vez em sua história. Essa foi também a primeira vez que o troféu de campeão do mundo não ficou com um clube de Brasil ou Espanha.

O primeiro tempo da decisão, disputada no Greensboro Coliseum, na Carolina do Norte (EUA), foi marcado pelo equilíbrio, com poucas chances de gol e muita marcação dos dois lados. A equipe brasileira abriu o marcador aos 4min de jogo, em chute de Jonathan após jogada de contra-ataque. Dez minutos mais tarde, porém, Fernandinho cobrou penalidade máxima e deixou tudo igual.

Na etapa complementar o jogo seguiu igual. As chances de gol aumentaram, mas Rennan, pelo lado do Carlos Barbosa, e Gustavo, no lado do Dínamo, trataram de fechar as duas metas com boas defesas.

A história da decisão começaria a mudar faltando quatro minutos para o término da partida. Nando recebeu a bola pela esquerda, cortou para o meio da quadra e chutou forte, no canto direito, colocando o Dínamo à frente do marcador. O time gaúcho partiu então para o uso do goleiro-linha, mas foi muito mal na função e acabou sendo goleado. Fernandinho marcou mais duas vezes, e Nando fechou a goleada em 5 a 1.

Após a partida, jogadores e comissão técnica do Carlos Barbosa lamentaram os erros na reta final do jogo. "A gente foi arrastando o empate até os minutos finais, mas aí precisamos usar o goleiro-linha, que é sempre perigoso. O resultado não diz o que foi o jogo", avaliou o beque Venâncio, em entrevista a rádio Estação, da mesma cidade gaúcha.

Apesar do resultado final, o técnico Paulo Cesar Mussalem considerou a atuação da equipe gaúcha como "a melhor do ano". "Foi um jogo realmente muito bom. Estávamos pendurados com cinco faltas, e o nosso jogador, para não cometer a sexta, deixou o jogador deles finalizar e aconteceu o 2 a 1. Nosso goleiro-linha não funcionou, mas o placar foi injusto por tudo o que aconteceu", disse o técnico, para depois reconhecer: "O Dínamo tem oito jogadores brasileiros, pelo menos a metade deles de seleção, enquanto que nossa equipe tem muitos jovens que ainda precisam amadurecer para disputar um torneio como este".

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