DIOGO VOLTA PARA CASA E ESPERA REPETIR A CAMPANHA DE 2007

Atacante deixa a Grécia e retorna à Portuguesa, clube do seu coração e que o revelou

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h19

Nos últimos anos, o torcedor da Portuguesa viu poucos talentos saírem das categorias de base para despontar na equipe principal e se tornar ídolo. Celsinho e Diogo são os raros exemplos de quem começou bem e logo foi para a Europa. Celsinho já voltou ao País, não rendeu na sua nova passagem no Canindé, e hoje defende o Londrina. Agora é a vez de o outro atacante tentar repetir na Lusa o sucesso que teve até 2008, quando foi negociado para o Olympiakos, da Grécia.

Diogo retorna ao Brasil, como ele mesmo diz, "mais maduro". "Com uma esposa e um filho, mas com o mesmo futebol", brinca. O jogador quase não desgrudava do pequeno Enzo, que completará dois anos no fim do mês. Já Natália acompanhava as entrevistas do marido de longe.

A apresentação do atleta de 25 anos foi atípica. Debaixo de um forte sol e com um ônibus ao fundo, nada de sala de entrevista e ar-condicionado. O evento no Canindé marcava também o lançamento do novo ônibus do clube, depois que o antigo foi incendiado por alguns torcedores do São Paulo no ano passado. E muitos dos convidados ontem só estavam lá por causa do veículo, como o ex-governador Luiz Antônio Fleury. Foi ele quem ajudou o clube nas negociações para conseguir o ônibus.

Diogo só foi apresentado depois do veículo. Com a camisa da Lusa, falou de sua alegria em voltar ao Canindé. "Não é novidade nenhuma que eu gosto daqui. Sou torcedor e me criei na Portuguesa."

Em 2007, 0 jogador participou da vitoriosa campanha na Série A2 do Estadual e no acesso à elite do Campeonato Brasileiro. Agora, não poderá ser inscrito na Segundona do Paulistão, mas deve estrear no jogo da Copa do Brasil contra o Naviraiense, dia 3 de abril.

No último ano, Diogo estava encostado no Olympiakos, e resolveu encerrar o contrato que teria mais 6 meses. A grave crise no país europeu também apressou sua volta. "O país hoje não é o mesmo de quando cheguei", comentou.

Ele chegou a ter salários atrasados, mas garante que o clube quitou tudo. Na carreira, Diogo jogou por outros clubes brasileiros, mas não rendeu nem no Flamengo nem no Santos, entre 2010 e 2011. "No Flamengo cheguei num momento ruim, com a história do Bruno (goleiro) e a saída do Adriano. E no Santos acabei me machucado, o time emplacou e fiquei sem espaço."

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