Dale G. Young/AP
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Diretores se demitem em universidade e federação após abusos na ginástica dos EUA

Entidades foram criticadas pela condução do caso de Larry Nassar, médico condenado a 175 anos de prisão por abusar de ginastas

Estadão Conteúdo

27 Janeiro 2018 | 09h02

Uma sequência de demissões foi anunciada na noite desta sexta-feira, nos Estados Unidos, como consequência do escândalo sexual na ginástica artística do país. Dirigentes deixaram cargos elevados tanto na Universidade de Michigan quanto na Federação de Ginástica dos EUA.

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Na universidade, o diretor esportivo, Mark Hollis, anunciou sua renúncia ao cargo que ocupava há dez anos. "Quando você observa tudo o que aconteceu, esta é a razão pela qual tomei a minha decisão agora. E espero que isso ajude, ainda que apenas um pouco, no processo de cura (da situação)", afirmou.

A universidade foi um dos locais onde o médico Larry Nassar cometeu abusos sexuais contra atletas da seleção norte-americana de ginástica nas últimas décadas. O escândalo rendeu a Nassar nesta semana uma condenação de até 175 anos de prisão pelos abusos repetidos ao longo de anos.

Horas antes, a universidade nomeou o vice-presidente Bill Beekman para ocupar provisoriamente o cargo de presidente. Lou Anna Simon anunciou na quinta-feira sua saída do comando da instituição onde Nassar trabalhou ao longo de toda sua carreira de 40 anos. O médico foi demitido pela universidade no início de 2017, logo após a reportagem do jornal Indianapolis Star que revelou as denúncias de abuso sexual.

Em reunião do conselho da universidade, o presidente Brian Breslin afirmou que "estava claro que a instituição não esteve focado o suficiente nas vítimas. Segundo ele, a entidade quer se reunir com elas para discutir os eventos processos que a universidade terá pela frente.

Ainda na noite desta sexta-feira, a Federação de Ginástica do país confirmou que todo o seu conselho de diretores renunciou, a pedido do Comitê Olímpico dos Estados Unidos. O caso ganhou ainda maior repercussão internacional porque Nassar abusou de atletas medalhistas olímpicas, como Aly Raisman, McKayla Maroney, Jordyn Wieber e Simone Biles, considerada um dos maiores fenômenos do esporte atual.

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