Jose Patricio/AE-29/7/2011
Jose Patricio/AE-29/7/2011

Diretoria do São Paulo alivia para Denilson após duas expulsões

Dirigentes descartam punir volante, que recebe apoio do treinador Adílson Batista

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2011 | 00h00

O volante Denilson foi absolvido pela diretoria, pelo técnico Adílson Batista e também pelos companheiros depois da segunda expulsão em apenas cinco jogos em sua volta ao São Paulo. Todos no clube passaram a mão na cabeça do jogador.

O discurso padrão foi o de que o volante não é um jogador violento. A culpa, no caso, seria do critério muito rigoroso utilizado pelo árbitro Sandro Meira Ricci ao expulsá-lo da partida contra o Ceará, pela Copa Sul-Americana.

O diretor de futebol, Adalberto Batista, foi além. Para ele, Denilson não é passível de punição e sim de elogios. "Não há motivo para tomarmos uma atitude. Temos é que elogiá-lo por se apresentar para jogar de zagueiro. A expulsão foi circunstancial", ponderou.

Denilson recebeu o vermelho no primeiro minuto do segundo tempo, depois de derrubar o atacante Osvaldo, que iria entrar sozinho na área. O diretor ignorou o fato de o volante, que já tinha o cartão amarelo, ter sido, no mínimo, imprudente na jogada.

O goleiro Rogério Ceni também saiu em defesa de Denilson. "Acho que não tem de criticá-lo. Ele tecnicamente é fantástico, não é violento e foi expulso após fazer uma falta comum de jogo. Ninguém tem de recriminá-lo", comentou o capitão do time.

"Ninguém aqui vai responsabilizá-lo de nada. O Denilson é um ótimo garoto, não é maldoso. Basta ver o histórico dele. Ele recebeu o vermelho ao cometer uma falta de jogo", reforçou Adílson Batista, que prometeu conversar com o jogador, mesmo entendendo que não há razão para fazer uma discussão mais ampla. "Vamos alertar porque foi uma segunda expulsão, mas sem grandes problemas."

Vítima. Com o respaldo de todos que o cercam no clube, Denilson se posicionou como vítima da arbitragem brasileira na chegada da delegação, ontem à tarde, no Aeroporto de Cumbica. Ele citou seu histórico no Arsenal, quando foi expulso apenas uma vez em seis temporadas, para provar que não é violento.

Denilson explicou ainda que na Inglaterra estava acostumado com jogadas mais ríspidas e que, muitas vezes, eram ignoradas pelos árbitros. O processo de readaptação, sem dúvida, é um argumento válido. "É muito diferente. Tem mais contato e não há tantas faltas. Aqui qualquer coisinha o árbitro está parando o jogo", argumentou.

A justificativa, porém, não cabe para a primeira expulsão. Ele recebeu o vermelho contra o Coritiba por ofender o árbitro Antônio de Carvalho Schneider depois de receber o amarelo por uma falta. A atitude representou dois jogos de suspensão no STJD e, por isso, ele não enfrenta o Atlético-PR amanhã. "Fiquei surpreso porque foi um desabafo. Não falei para o árbitro."

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