Diretoria ignora acordo de Felipão com Atlético-MG

Treinador havia acertado troca de Pierre pelo atacante Ricardo Bueno. A direção mineira recuou e a alviverde aceitou

Luiz Antônio Prósperi, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2011 | 00h00

O empréstimo de Pierre ao Atlético-MG criou uma nova polêmica no Palmeiras. Antes de concordar com a liberação do volante, Luiz Felipe Scolari havia costurado com Eduardo Maluf, gerente do clube mineiro, a vinda do atacante Ricardo Bueno para o Palestra Itália.

Acordo fechado, na hora de pôr tudo no papel, Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, recuou e não cedeu o seu jogador. E o comando do Palmeiras concordou sem muito questionamento. Resumo da ópera: o time paulista ficou sem Pierre e ainda não recebeu Ricardo Buenos como contrapartida.

O desfecho da negociação deixou Felipão muito irritado. Foi dele o plano de buscar o atacante no Atlético-MG quando consultado sobre o interesse do clube de Minas em Pierre.

Amigo de Eduardo Maluf - os dois trabalharam juntos no Cruzeiro em 2000/2001 -, Felipão teve informações do gerente de que Ricardo Bueno estava encostado no Atlético por causa de uma briga judicial. Maluf aceitou trocar o atacante pelo volante Pierre por empréstimo.

Antes de fechar o acordo, Scolari consultou Dorival Júnior, ex-treinador do time mineiro, e Cuca, o atual técnico, sobre a situação de Ricardo. As referências foram boas e os dois disseram que não usaram o atacante por conta da questão judicial.

Com o aval de Dorival e Cuca, mais o sinal verde de Maluf, Felipão levou o pacote fechado para os dirigentes do Palmeiras e com um adendo: artilheiro do Paulistão de 2010, com 16 gols, pelo Oeste, Ricardo Bueno, de 23 anos, se encaixava no perfil que o treinador gostaria de ter no seu grupo de jogadores.

Restava ao comando do Palmeiras se acertar com Kalil. Na hora de concluir a negociação, o presidente do Atlético-MG não cedeu o jogador.

Nos bastidores do Palmeiras, se especula que os dirigentes não se interessaram por Ricardo Bueno porque o agente de Kleber, Pepe Dioguardi, tem outras opções para reforçar o ataque de Luiz Felipe Scolari.

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