Paulo Liebert/AE-26/7/2011
Paulo Liebert/AE-26/7/2011

Dirigente banca Felipão e critica time

Frizzo garante que treinador só deixa o Palestra se for chamado pela CBF para assumir a seleção e aponta racha no elenco como culpado da crise. O caso Kleber ainda não foi digerido

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

Luiz Felipe Scolari avisou no domingo, após mais uma derrota do Palmeiras (1 a 0 para o Vasco, no Rio), que "no futebol só há duas mudanças possíveis, a do técnico trocando jogadores, e a dos dirigentes mudando o técnico." Ele, porém, pode ficar tranquilo. A diretoria não cogita afastá-lo.

Quem garante é o vice-presidente Roberto Frizzo. "São fases, só não podemos psicologicamente achar que é o fim. Veja o Corinthians: estava numa fase fantástica e acabou", comparou, eximindo Felipão de culpa. "Tirá-lo do cargo nunca será uma solução. Não temos feito partidas pífias, temos tido azar e também os árbitros estão errando muito."

Para o diretor, o Palmeiras também não deve se preocupar com a notícia de que a Confederação Brasileira de Futebol estuda colocar Felipão na vaga de Mano Menezes na seleção. "Treinadores como ele, Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo vão ser sempre lembrados. E, se o chamarem, não temos nada a fazer", disse. "Não adianta termos uma angústia prévia, isso é assunto da vida dele. Mas queremos o Felipão aqui."

O Palmeiras está há quatro jogos sem vitória, fato que não acontecia desde novembro do ano passado. Já são também três partidas sem anotar um gol. Para Felipão, os problemas começaram após o Flamengo manifestar interesse por Kleber.

"Mudou o ambiente do time, entre os jogadores", declarou o treinador. "Quando se fala muito em valores, as situações são transferidas para pessoas de dentro do nosso grupo. Falou-se muito em quem ganha mais, quem ganha menos."

Os problemas financeiros do clube são corriqueiros. A diretoria prometeu um aumento salarial ao Kleber a partir de janeiro, o que deixou muita gente no grupo com inveja. "Isso não existe. O que pode ter acontecido é que, dentro desse impasse, uma parte do elenco achou que um tinha razão, e outra parte achou que outro estava certo", disse o vice-presidente Roberto Frizzo. "Mas isso também não deveria ser problema deles."

Mudança. O presidente Arnaldo Tirone está atrás de um diretor de futebol. Cansado de ver os jogadores entrarem em rota de colisão com dirigentes e ouvir queixas públicas de Felipão sobre o relacionamento da diretoria com o elenco, ele quer fazer uma ampla reformulação no departamento.

A promessa é que o novo diretor terá carta branca para fazer as mudanças que achar necessário. Tirone busca alguém que, mesmo que não seja experiente no mundo futebol, tenha um perfil conciliador para lidar com a "guerra de vaidades" no elenco. / Colaborou Raphael Ramos 

Veja também:

link Arnaldo Tirone busca diretor de futebol para o Palmeiras

link Felipão deve promover mudanças na equipe para encarar o Bahia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.