Reuters /Ricardo Moraes
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Dirigente dos EUA diz estar atento às águas do Rio para 2016

Alan Ashley diz que não deixaria de competir por causa da poluição

REUTERS

30 de julho de 2015 | 20h13

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos está prestando muita atenção à qualidade da água para velejadores e remadores nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, mas o chefe esportivo do USOC, Alan Ashley, disse que não hesitaria em colocar uma canoa nas águas poluídas.

"Eu faria isso", afirmou Ashley durante uma teleconferência nesta quinta-feira. "Eu não ficaria sentado nas arquibancadas."

Levantamento divulgado pela Associated Press, que encomendou testes de qualidade da água à Universidade de Novo Hamburgo, aponta riscos de doenças transmitidas por vírus, como problemas estomacais e respiratórios. Os testes mostraram riscos de contrair doenças durante provas na Baía de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e na praia de Copacabana.

Em nota, o Comitê Olímpico Internacional reiterou nesta quinta-feira que a saúde dos atletas é uma prioridade e que está em conversas constantes com os organizadores para garantir a qualidade da água para as competições.

"Nós sabemos que medidas proativas estão sendo tomadas e implementadas no entorno da Baía de Guanabara pelas autoridades locais, como o fechamento de aterros, a redução da poluição industrial, o aumento do tratamento de água e a redução do lixo flutuante", disse o COI.

"Nós temos garantias da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de outras partes de que não há risco significativo à saúde dos atletas", acrescentou.

Ashley disse que também está monitorando a situação. "Nós estamos prestando muita atenção a isso. Estamos pensando sobre isso e olhando de perto com atenção por algum tempo", disse ele. "O bem-estar dos nossos atletas é a minha maior prioridade."

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