AFP Photo/ Attila Kisbenedek
AFP Photo/ Attila Kisbenedek

Dirigente húngaro se demite a 8 meses do Mundial de Natação de Budapeste

'Era o melhor que poderia fazer para ajudar', disse Tamas Gyarfas

Estadão Conteúdo

30 de novembro de 2016 | 09h52

Alvo de seguidas críticas por parte dos melhores nadadores do país, o presidente da Federação Húngara de Natação, Tamas Gyarfas, anunciou nesta quarta-feira sua demissão, faltando apenas oito meses para a capital Budapeste sediar o Mundial de Esportes Aquáticos, em julho de 2017.

Ao anunciar sua saída do cargo, Gyarfas afirmou que "era o melhor que poderia fazer para ajudar" a entidade no momento. Ele vinha sofrendo pressão dos atletas nos últimos meses, sob críticas de autoritarismo.

Uma das vozes mais fortes contra o dirigente é a de Katinka Hosszu, dona de três títulos olímpicos e maior nadadora do país na atualidade. Ela e atletas como Daniel Gyurta, também dono de uma medalha de ouro olímpica, vinham pedindo maior transparência, decisões mais democráticas na federação e melhores condições de treinamento.

Gyarfas comandava a federação desde 1993 e ainda não tem um substituto definido. "Eu me tornei presidente da federação em 1993 e foi uma grande experiência fazer parte de cinco Campeonatos Europeus que a Hungria sediou nos últimos anos e estou feliz por estar lá quando conquistamos o direito de sediar o Mundial", disse o dirigente, ao citar sua trajetória na entidade.

Além de dirigente na Hungria, Gyarfas é membro do Comitê Executivo da Federação Internacional de Natação (Fina) desde 2009. Por seu poder na entidade internacional, o húngaro é considerado o maior responsável por levar à Budapeste o Mundial de Esportes Aquáticos.

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