Dirigente inglês minimiza vazamento

No Rio, Sebastian Coe diz que "não deu atenção" para o furto de dados que causou a demissão de funcionários do Rio 2016

TIAGO ROGERO / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2012 | 02h09

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Londres (Locog), Sebastian Coe, minimizou ontem o furto de informações que causou a demissão de nove funcionários do Comitê Rio 2016, em 18 de setembro.

O ex-atleta participa até amanhã de encontro no Rio para troca de informações entre as entidades dos dois países e o Comitê Olímpico Internacional (COI), o chamado debriefing. Sebastian Coe disse ter o presidente do Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, como um "grande amigo".

"Não é algo que demos muita atenção ou consideramos muito relevante", afirmou Coe sobre o furto de informações, durante evento paralelo ao debriefing. Logo após os Jogos de Londres, nove funcionários do Rio 2016 que trabalhavam "emprestados" ao comitê local foram demitidos após pegarem sem autorização arquivos do Locog.

"Nunca dois comitês organizadores trabalharam tão juntos como nós. O Carlos (Nuzman) é um grande amigo", disse Coe, eleito recentemente novo presidente da Associação Olímpica Britânica, equivalente local ao Comitê Olímpico Brasileiro.

Candidaturas. Derrotadas pelo Rio na escolha da próxima sede dos Jogos, Madri e Tóquio disputam com Istambul a Olimpíada de 2020. Os comitês organizadores das três candidaturas participam do debriefing. "Estamos dizendo ao COI: 'Por favor, confiem em nós'. Queremos fazer os Jogos modelo do século XXI", disse o presidente do comitê de Tóquio, Masato Mizuno.

Dono da marca de artigos esportivos que leva o nome da família, Mizuno afirmou que os Jogos estão orçados em US$ 9 bilhões, dos quais 4,5 bilhões "já estão garantidos" por meio de um fundo olímpico do governo.

O presidente do comitê turco, Hasan Arat, vê semelhanças entre Istambul e o Rio. "Istambul é a única ponte entre a Europa e a Ásia. Uma Olimpíada, uma cidade, dois continentes". Ele ainda não orçou o custo da Olimpíada, mas garantiu que o governo pode arcar com a conta.

Já a função principal da diretora de relações internacionais do comitê de Madri, Theresa Sabel, parece ser convencer o COI de que a Espanha pode receber novos Jogos mesmo em crise. "Não estamos pedindo os Jogos para o ano que vem, mas para 2020. A Espanha nunca enfrentou uma crise que tenha durado mais de oito anos."

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