Dirigente pede cabeça de Mano na seleção

João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo, faz duras críticas ao treinador e cobra providências à CBF

O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h02

No que depender do vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, Mano Menezes e Andrés Sanches terão vida curtíssima na seleção após a perda da medalha de ouro para o México na decisão. O dirigente teceu duras críticas ao trabalho do treinador nos Jogos Olímpicos e espera que a dupla, que fez sucesso no Corinthians, caia rapidamente. "É o início do fim. Espero que eles caiam de maduro a partir de agora e torço para que o presidente Marin faça a limpeza necessária de pessoas que sequer deveriam estar lá", disparou.

O principal motivo das críticas é a pouca utilização de Lucas na competição. Pessoas de dentro do clube dizem que o diretor de seleções, que é ex-presidente do Corinthians, tentou dificultar ao máximo a vida do garoto para melar a negociação com o Paris Saint-Germain e não o autorizou a conversar com os franceses por "dor de cotovelo" de ver o rival fechar a maior transação da história do futebol brasileiro. Eles dizem que Oscar, negociado com o Chelsea quando já estava na Inglaterra com a delegação, teve todo respaldo para decidir seu futuro em paz.

O dirigente inclusive cita Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari como substitutos ideais por considerá-los mais preparados. Ao analisar o desempenho do atual técnico, não mediu palavras. "Faltam dois anos para a Copa do Mundo e não consigo enxergar qualidade nessa comissão para fazer o Brasil ser campeão em casa", criticou.

Vaias. Tão logo o árbitro encerrou o jogo, Rogério Ceni saiu correndo para o vestiário para evitar a imprensa. Quem conhece o goleiro sabe que esse comportamento só acontece quando ele está irritado, sentimento que foi compartilhado pela torcida por meio de fortes vaias.

Apesar do tropeço em casa, Ney Franco não admite deixar a competição de lado para focar apenas a Copa Sul-Americana, que garante vaga à Libertadores. "Não podemos desistir do campeonato, que nem chegou à metade". disse o técnico. /F.F.

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