Dirigente promete ajudar vela brasileira

Numa prova do aumento do prestígio do iatismo brasileiro, que conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, pela primeira vez um dirigente da Federação Internacional de Vela visitou a Marina da Glória, sede náutica do Rio. Além da intenção de conhecer as necessidades do esporte no País, a passagem do vice-presidente da entidade, o espanhol Fernando Bolin, também teve caráter político. Ele, assim como o sueco Goran Peterson e o belga Sadi Clayes, é candidato à presidência da entidade, cuja eleição ocorre em 13 de novembro. Bolin jantou por duas vezes com Waldes Osório, presidente da Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM), a quem propôs um maior apoio político caso saia vitorioso no pleito. Há boas chances, inclusive, de o Brasil ter representantes nos comitês da entidade internacional. "A Federação Internacional quer ajudar, mas não com dinheiro. E, sim, com suporte e com questões técnicas. Na América do Sul, por exemplo, faltam árbitros", declarou Bolin, que apontou apenas Nelson Ilha como único profissional capacitado. "É muito pouco para este imenso continente. Tinha que ter pelo menos cinco ou seis". O dirigente explicou que, diferentemente do que ocorre no Brasil, as empresas na Espanha investem nos esportes olímpicos com o auxílio de incentivos fiscais. Ele, porém, reconhece a ascensão do iatismo brasileiro, principalmente quando se refere a Robert Scheidt e Torben Grael, medalhistas de ouro em Atenas. Bolin, inclusive, apontou Grael, detentor de cinco medalhas olímpicas, como um dos favoritos para obter o título de melhor iatista do mundo em 2004. A escolha vai ocorrer no dia 9 de novembro, em Copenhagem, na Dinamarca. "Além de serem grandes esportistas, Scheidt, que é meu amigo, e Grael são grandes pessoas", disse o dirigente, que aprovou o projeto desenvolvido para a modalidade no Pan-Americano de 2007, no Rio.

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