Silvia Izquiero/AP
Silvia Izquiero/AP

Dirigentes de confederações se calam diante de denúncias contra Nuzman

Presidentes das entidades preferem se manifestar apenas quando a situação esteja concluída

Catharina Obeid e Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 20h42

Os presidentes de confederações esportivas brasileiras estão evitando se manifestar sobre a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman até que a situação seja concluída. Procurados pelo Estado, diversos dirigentes preferiram não dar declarações sobre o movimento olímpico e os rumos que poderá tomar no País.

+ MPF: Olimpíada serviu para enriquecimento de organização criminosa

+ Atletas buscam medalha, dirigentes guardam ouro na Suíça, diz procuradora

+ Imprensa internacional dá destaque para prisão de Nuzman

Mauro Silva, presidente da CBBoxe, foi um dos poucos que atendeu a reportagem. Ele se mostrou triste com a notícia e disse reconhecer o direito do acusado em se defender. "Não é uma notícia agradável, mas ainda está em andamento. A gente que está no meio do esporte não se sente bem com isso. Mas, agora, vem o próximo passo e o advogado vai fazer a defesa, que é direito dele. Temos de esperar para ver no que isso vai dar", analisou.

Quem também falou brevemente foi Vicente Fernando Blumenschein, presidente da Confederação Brasileira de Tiro com Arco (CBTArco). Ele está em Rosário, na Argentina, acompanhando o Mundial Junior da modalidade. "Eu estou numa competição fora do País e só vi o noticiário por cima, nem li direito o que aconteceu", explicou.

Muitos dos dirigentes estão no Chile, onde estão sendo disputados os Jogos Sul-Americanos da Juventude. Eles estão representando suas confederações e distantes da turbulência política no Comitê Olímpico do Brasil (COB). Oficialmente, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e Confederação Brasileira de Golfe (CBG) avisaram que não iriam se manifestar neste momento.

Vale lembrar que a única confederação que fez oposição a Nuzman na última eleição do COB foi a de tênis de mesa (CBTM). Seu presidente, Alaor Azevedo, está no Chile e afirmou que não iria se manifestar também, mesmo ciente de que Nuzman encomendou um dossiê sobre ele justamente por ser um grande opositor.

Mais conteúdo sobre:
Carlos Nuzman

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.