Djokovic e Nadal: uma final para a história

Sérvio pode ganhar os 4 torneios de Grand Slam em sequência, enquanto espanhol tem a chance de levar 7º título francês

PARIS, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2012 | 03h04

Os dois melhores tenistas do mundo não tiveram grandes dificuldades para, mais uma vez, se encontrarem na final de um torneio: venceram suas semifinais por tranquilos 3 sets a 0 e estão, pela quarta vez, em uma decisão de Grand Slam. O surpreendente em Roland Garros é que Novak Djokovic e Rafael Nadal fizeram isso diante de dois adversários de respeito - Roger Federer, número 3 do ranking, e David Ferrer, 6.º colocado. Mais um prenúncio do que deve ser o esperado desfecho do aberto francês, amanhã. Afinal, um dos dois fará história (mais uma vez) no tênis mundial.

Nadal tenta ser campeão de Roland Garros pela 7.ª vez, uma marca inédita. Até agora, ele divide a honra de ser o maior vencedor do torneio com o sueco Bjorn Borg. Caso seja o campeão, Djokovic se tornará o primeiro homem em 43 anos (desde o australiano Rod Laver, em 1969) a ganhar quatro Grand Slams de maneira consecutiva - a contagem começou em Wimbledon, ano passado, passou pelo US Open e teve sequência no Aberto da Austrália deste ano.

O espanhol, vice-líder do ranking mundial, jogou uma partida quase perfeita diante de seu compatriota. Nadal não teve dificuldade alguma para fazer 6/2, 6/2 e 6/1, até um castigo para Ferrer, que vem realizando uma de suas melhores temporadas no saibro.

Djokovic, número 1 do mundo, aplicou 6/4, 7/5 e 6/3 em Federer, num jogo que foi mais desigual do que faz parecer o placar. Com a vitória, o sérvio conseguiu se vingar do suíço. Federer foi quem colocou fim a uma sequência de 43 vitórias de Djokovic em 2011, e impediu o rival de disputar a decisão de Roland Garros pela primeira vez.

Brilho em quadra. Tanto Nadal quanto Djokovic deixaram o saibro de Roland Garros com a sensação de que fizeram as melhores partidas, até agora, em Paris. "Tenho certeza de que apresentei meu melhor tênis em Roland Garros", celebrou o sérvio. "É algo que me dá confiança para a final, porque sei que terei de jogar em um nível altíssimo para poder derrotar o Nadal."

Além da boa atuação, a chave da vitória de Djokovic veio nos 46 erros não forçados de Federer. "Foi complicado atacar, e também ser defensivo. Poderia ter sido mais paciente e meu jogo facilitou as coisas para ele. Tive de arriscar e para mim foi decepcionante."

Nadal, que não perdeu nem um set sequer em seis jogos, também elogiou sua própria atuação. O espanhol disse que fez um ajuste em sua estratégia antes de enfrentar Ferrer - decidiu jogar mais na linha de fundo para poder atacar a bola com maior antecipação. Negou, porém, que tenha chegado perto da perfeição. "Isso não existe. Sempre se pode jogar melhor. Mas, sem dúvida, estou muito feliz pela forma com que estou jogando."

Dupla juvenil. O Brasil volta hoje a disputar uma final feminina de duplas. Bia Haddad e a paraguaia Montserrat Gonzales buscam o título juvenil, a partir das 7h30 (de Brasília), na quadra 2 de Roland Garros.

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