DO GELO CANADENSE AO TÓRRIDO SOL DO BRASIL

Sarah Pavan tentou basquete e futebol antes do vôlei

O Estado de S.Paulo

13 de março de 2013 | 10h19

Nem todo mundo entendeu quando no início da temporada a equipe da Unilever anunciou a contratação de uma canadense, Sarah Pavan, para reforçar o time. Afinal, o país da oposto, ao contrário do Brasil, não figura entre as potências do vôlei.

E as quadras realmente não foram a primeira opção da atleta. "Meus pais jogaram vôlei, mas eu pratiquei vários esportes até o ensino médio, como o basquete e o futebol (jogava como meia). Só me decidi pelo vôlei quando já estava acabando os estudos." O Canadá, no entanto, não era o melhor lugar para o talento florescer, e a atleta foi se aventurar na Itália.

Seu desempenho não tardou a chamar a atenção. "Ela começou a se destacar nas estatísticas do vôlei italiano e por isso a convidei para vir para cá", conta o técnico Bernardinho. "Ela vem atuando muito bem e o melhor de tudo é que ainda tem muito a evoluir." Nos bastidores, as colegas comentam que Sarah - atualmente a 5.ª pontuadora e a 3.ª atacante da Superliga - é bastante exigente com seu desempenho, o que ajuda bastante para uma boa sintonia com seu treinador, de estilo semelhante.

A atleta conta que ficou feliz e orgulhosa pelo chamado de Bernardinho. "Vim porque aqui jogam algumas das melhores jogadoras do mundo", explica. A adaptação ao novo país, ela garante, foi tranquila. "Apesar de vir de um lugar frio, gosto do calor, então me sinto bem aqui." O idioma, segundo ela, tem sido um desafio um pouco maior, sem influir no seu desempenho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.