Fabian Bimmer/AP
Fabian Bimmer/AP

Dobradinha Copa-Olimpíada é boa para o mercado, diz dirigente

Rio usa concorrência entre as empresas para alavancar ainda mais a candidatura da cidade aos Jogos de 2016

Karolos Grohmann, Reuters

30 de setembro de 2009 | 10h54

A realização da Olimpíada de 2016 no Rio, apenas dois anos depois da Copa do Mundo de futebol no Brasil, iria aumentar a competitividade entre potenciais patrocinadores, disse na quarta-feira o diretor de marketing da candidatura olímpica carioca.

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O Comitê Olímpico Internacional (COI), que escolhe a cidade-sede dos Jogos de 2016 na sexta-feira em Copenhague, manifestou reiteradamente a preocupação de que a realização da Copa de 2014 no Brasil prejudique os esforços do Rio para atrair patrocinadores.

Chicago, Tóquio e Madri são as outras cidades candidatas, nessa que é considerada a disputa mais acirrada de todos os tempos pelo direito de realizar uma Olimpíada.

"O mercado publicitário no Brasil é muito competitivo", disse a jornalistas Leonardo Gryner, diretor de marketing e comunicação da candidatura do Rio. "(Os patrocinadores) tentarão explorar plenamente os direitos que adquiriram."

Como exemplo, ele argumentou que, se um banco for escolhido como patrocinador oficial da Copa de 2014, haverá várias outras grandes instituições bancárias prontas e ávidas a se associar com a Olimpíada de 2016. "Apresentamos (ao COI) um programa completo de comunicações que cobre todos os sete anos (que faltam até a Olimpíada)", disse ele.

A sede olímpica é definida com essa antecedência para que haja tempo suficiente para os preparativos. Os patrocínios domésticos são cruciais para que as cidades-sede equilibrem o orçamento dos Jogos, que atualmente ronda os 2 bilhões de dólares, sem contar os gastos em obras de infraestrutura. As parcerias domésticas podem levar até 1 bilhão de dólares para os comitês organizadores.

"Os organizadores de 2016 terão mais dificuldades para ativar um retorno dos patrocinadores imediatamente depois dos Jogos de Londres 2012", alertou nesta semana o presidente do COI, Jacques Rogge.

"Nestes quatro anos vocês terão esta importantíssima organização da Copa do Mundo. Então isso poderia complicar a vida um pouquinho na busca por patrocinadores e no sentido de ativar e trazer retorno para os patrocinadores."

SEGURANÇA

Gryner negou Que a segurança na cidade seja um problema em relação a suas chances de ser escolhida como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 na sexta-feira, em Copenhague.

"Não estamos preocupado com as questões de segurança. O COI reconheceu no relatório da comissão de avaliação nossos esforços, há um novo sistema policial com grandes resultados que foi desenvolvido durante os Jogos Pan-americanos de 2007" disse.

O dirigente lembrou também que o Rio de Janeiro tem "grande experiência" na organização bem-sucedida de grandes eventos, como as festas de réveillon e carnaval, e que não existem antecedentes de terrorismo no Brasil.

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