Documentário em Cannes mostra outra faceta de Mike Tyson

'Droguei-me, estive com gente pouco recomendável, quiseram me matar', é um dos depoimentos do ex-boxeador

EFE

17 de maio de 2008 | 15h46

Em entrevista coletiva neste sábado na França, o ex-boxeador Mike Tyson disse se sentir "vulnerável" diante das câmeras e da platéia, após estrear na sexta-feira no Festival de Cannes o documentário sobre sua vida dirigido pelo americano James Toback, chamado simplesmente Tyson. "Estou alucinado e verdadeiramente comovido. Quando vi as câmeras e tanta gente, senti-me vulnerável", disse Tyson. Na entrevista, Tyson disse que é "um milagre que ainda esteja vivo", depois de tudo o que passou ao longo e sua vida. "Droguei-me, tive com gente pouco recomendável, quiseram me matar", contou. Todas essas questões são abordadas no documentário filmado por Toback, que não incluiu depoimentos de outras pessoas, apenas do ex-boxeador. "O interessante não é o que as pessoas tinham a dizer", e sim "ver Mike, ouvir sua voz, ver sua forma de explicar a vida", diz o diretor. Quando estava preparando o documentário, Toback pensou que seria "extraordinário um filme diretamente sobre Mike Tyson, em vez de enchê-lo de depoimentos de outros que nada acrescentariam". Toback afirma que decidiu fazer o documentário sobre Tyson porque ele é o boxeador mais interessante, "mítico desde sua estréia", além de possuir uma "excelência" impossível de ser comparada a outro. Prefiro "Muhammad Ali como personagem, mas como boxeador, Mike Tyson", disse o diretor. 

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