Documentário revive a geração de prata

O autor, Paulo Roscio, apresenta a trajetória da equipe que foi vice-campeã olímpica em 1984

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

01 Março 2008 | 00h00

Jogos históricos da seleção masculina de vôlei, como a vitória na decisão dos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983, contra Cuba, ou o duelo diante da União Soviética, realizado um ano antes sob os olhos de 92 mil pessoas no Maracanã, viraram em poucos segundos arquivos de emissoras de TV. A íntegra dessas partidas, bem como da final da Olimpíada de Los Angeles, em 1984, quando o Brasil conquistou a medalha de prata, não existe mais. Uma triste descoberta do documentarista Paulo Roscio que, hoje, em São Paulo, apresenta Geração de Prata, o divisor de águas do vôlei brasileiro. A sessão será no Cinesesc, às 10h30, com entrada gratuita (de segunda a quinta será reapresentado às 18 horas). Também lançado em DVD, está à venda no site da Confederação Brasileira de Vôlei."A frase é muito batida, mas, infelizmente, vale: o País não tem memória", diz Roscio, carioca de 50 anos que já recontou a campanha do Mundial vencido pelo Flamengo, em 1981, em Heróis de uma Nação. "Dos principais jogos da geração de prata, só sobraram trechinhos de 20, 30 segundos."Primo de Fernandão, um dos 12 campeões pan-americanos de 1983, vice-mundiais e olímpicos em 1982 e 1984, Roscio teve a idéia de relembrar a geração de Bernard, Bernardinho, Montanaro, Renan, Amauri e companhia durante o Carnaval de 2005, quando foi visitar sua tia, Fernanda. "Ela começou a lembrar de quando meu primo jogava no Fluminense com Bernard, Bernardinho e Badá. Pensei: isso dá filme."Para escrever o roteiro e fazer a pré-produção, Paulo levou um ano e meio. A realização: quatro meses, ao custo de R$ 250 mil. Garimpou arquivos pessoais dos atletas e também do técnico Bebeto de Freitas - agora presidente licenciado do Botafogo - e entrevistou todos os jogadores. "Tive de parar a filmagem muitas vezes, porque vários deles caíram no choro", conta o diretor. "Um, em especial, chorou duas vezes, convulsivamente. Mas não vou dizer quem foi." Para bom entendedor...

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