Doda otimista com o hipismo para 2004

O cavaleiro Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, está bastante otimista quanto às chances de medalhas do hipismo brasileiro no próximo ciclo olímpico. Acha que o Brasil pode repetir o pódio por equipe nos Jogos de Atenas, em 2004, e tem até a esperança de conquistar uma medalha individual no Mundial de Jerez de La Frontera, na Espanha, em setembro de 2002. A razão de tanto otimismo é San Diego, o cavalo da raça alemã hanoveriana, de 10 anos, que Doda acaba de comprar. Com San Diego, o cavaleiro acha que poderá investir em mais um ciclo olímpico, começando pelo Mundial e terminando em Atenas.O cavalo foi adquirido, em parceria, pelo pai de Doda, Ricardo Miranda, e o empresário Gilson Schilis (não revelou o valor), de um cavaleiro amador mexicano. E veio para substituir o tordilho Aspen, que formou conjunto com Doda na conquista do bronze por equipe nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000. Aspen foi comprado em 95, por US$ 1 milhão, e tinha o ex-piloto Nelson Piquet entre os seus proprietários. "Comprei o Aspen em 95 e, no ano seguinte estava na Olimpíada. Acho que San Diego é superior ao Aspen na época em que o comprei. Tem tudo para brilhar", disse Doda, que "apresentará" o cavalo na quinta e na sexta-feira no Concurso de Saltos Nacional do Clube Hípico de Santo Amaro (CHSA), que comemora 66 anos.Falta regulagem - A conselho de Nélson Pessoa, o Neco, o cavaleiro mais experiente do Brasil, Doda decidiu que ainda não é o momento de esperar resultados de San Diego. Vai trabalhar para "formar conjunto" com o animal, "investir em ajustes, explorar regulagens". Disse que San Diego era montado por um amador e precisa ganhar mais músculos.Enquanto "adestra" o cavalo, Doda aguarda os critérios que a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) divulgará, após a assembléia do dia 16, para formar a equipe que vai ao Mundial. A princípio, podem ser incluídas como observatórias o Campeonato Brasileiro de Sênior, em dezembro, e as provas dos Circuito do Sol, na Espanha, em fevereiro. A idéia é formar a equipe para Jerez no início do ano, com tempo de preparação para o Mundial.O concurso do CHSA (Rua Visconde de Taunay) terá 18 provas até domingo, com R$ 90 mil em prêmios e a presença de Vítor Alves Teixeira, Cláudia Itajahy, André Johannpeter e Bernardo Rezende Alves.

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