Dois gigantes lutam contra a desconfiança

Sem ter convencido seus torcedores na primeira fase, Inglaterra e Itália fazem clássico que vale vaga nas semifinais

KIEV, UCRÂNIA, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h03

Inglaterra e Itália chegaram às quartas de final da Eurocopa sem causar suspiros em seus torcedores. E nesse clima que mistura esperança e desconfiança, as duas campeãs do mundo se enfrentam hoje, às 15h45, no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, em busca da última vaga nas semifinais da competição. O vencedor terá pela frente a Alemanha, que na sexta-feira eliminou a Grécia.

A esperança de evolução do time inglês está na presença em campo do astro do Manchester United, Wayne Rooney. Depois de cumprir suspensão nas duas primeiras rodadas do torneio, o artilheiro voltou à equipe na complicada partida contra a Ucrânia e fez o gol da vitória.

"Sabemos do potencial de Rooney e estamos convictos de que ele vai jogar ainda mais nos playoffs", explicou o técnico Roy Hodgson. "Ele (Rooney) ficou fora por dois jogos e é natural que o ritmo de jogo fique comprometido, pois ainda tivemos uns dias de preparação antes de a competição começar. Após o último jogo a tendência é de que ele entre ainda melhor domingo."

Hodgson comanda um grupo com vários bons jogadores. No entanto, o conjunto da Inglaterra não apresenta em campo o futebol esperado pela torcida. A maneira encontrada pelo treinador para minimizar o problema é explorar o que o time tem de melhor. E na Eurocopa esse raciocínio passa, necessariamente, pelos pés do capitão Steven Gerrard.

Suas jogadas de linha de fundo pelo lado direito têm sido a principal alternativa inglesa para ameaçar os adversários. E o meia do Liverpool tem consciência de sua importância para a equipe e não esconde o otimismo com a evolução do time. "Ninguém acreditou em nós no começo, mas estamos embalando no momento certo", comentou o líder do grupo. "Os adversários têm mostrado alto nível e temos de aproveitar bem nossos pontos fortes. Fico feliz por estar colaborando com essa campanha."

Sobre o adversário de hoje, Gerrard optou pelo discurso politicamente correto. "A Itália é forte defensivamente, e tem jogadores capazes de decidir. Precisamos respeitá-los", ponderou o capitão inglês.

Desfalque. A elogiada defesa italiana é o setor do time que mais tem exigido atenção do técnico Cesare Prandelli na véspera do decisivo clássico. O treinador não contará com Giorgio Chiellini. O zagueiro sofreu lesão na coxa e foi vetado. "Os exames realizados mostraram que ele sofreu uma distensão. É certo que no domingo (hoje) ele está fora. Claro que em uma competição como esta, vamos tentar recuperá-lo rapidamente, mas não vamos correr riscos desnecessários", ressaltou o médico italiano, Enrico Castellacci.

Titular nos três jogos da primeira fase da Euro, Chiellini deixou a partida contra a Irlanda, na última segunda, durante o segundo tempo, por conta da lesão. Em seu lugar, Bonucci foi o escolhido para compor o sistema defensivo. Outra opção é improvisar De Rossi na posição.

Na frente, a expectativa é de que a ligação do meia Pirlo com a dupla Cassano e Di Natale esteja mais ajustada. "A tendência é de que a maioria das seleções apresentem evolução nessa fase eliminatória após alguns ajustes realizados na primeira fase", explicou Prandelli. "Teremos jogos mais interessantes."

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