Dois técnicos e a mesma promessa: ir ao ataque

Dorival Júnior diz que o Santos mantém o jogo ofensivo. Antônio Carlos avisa que o Palmeiras não se acovarda

, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2010 | 00h00

O Santos vive momento especial. Sem perder há 12 jogos, esbanja categoria, encanta com o seu futebol de alta qualidade e coleciona vitórias. O Palmeiras está na contramão, e o técnico Antônio Carlos quer desbancar o favoritismo do adversário para se firmar no clube.

Com sobra de jogadores de qualidade para o meio-de-campo, Dorival Júnior vai usar armadores na função de volantes marcadores e nas laterais, o que aumenta o poder ofensivo do conjunto. "Os dois (Paulo Henrique Ganso e Marquinhos) foram fortes na marcação, além de melhorar a nossa posse de bola", disse o treinador sobre a função que ambos realizaram na vitória por 10 a 0 sobre o Naviraiense, na quarta-feira, pela Copa do Brasil. "A goleada poderá ajudar no desempenho do time no clássico, mas é preciso manter os pés no chão", recomendou.

Consciente do poder ofensivo do Santos, o ex-zagueiro Antônio Carlos pede para seus atletas "colarem" nos atacantes rivais. "É difícil marcar jogadores diferenciados", admite. "É preciso ter inteligência em campo, se posicionar bem e não dar espaços para eles. Mas não dá para pará-los na base da pancada."

Antônio Carlos avisou também que vai pra cima do adversário e que o Palmeiras deve apostar em um esquema ofensivo. Uma vitória hoje é fundamental para o futuro do treinador. Não que ele esteja balançando no cargo, mas sua campanha no time não é das melhores. "Vou ter de trabalhar bastante para chegar ao nível de outros treinadores. Espero me firmar no Palmeiras", afirmou Antônio Carlos. "Temos de jogar o clássico com mais organização."

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