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Dono dos Patriots diz que jogadores são 'livres' para não ir à Casa Branca

Donald Trump enfrenta grande resistência dos atletas

O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2017 | 17h42

Dono do New England Patriots, Robert Kraft defendeu nesta segunda-feira a decisão de alguns jogadores da equipe de não comparecerem à recepção tradicionalmente promovida pelo presidente dos Estados Unidos à equipe campeã do Super Bowl, a final da NFL, principal liga de futebol americano. Pelo menos seis atletas já avisaram que não irão à Casa Branca se encontrar com Donald Trump.

"Essa é a América (os Estados Unidos) e todos nós somos livres para fazer o que for melhor para a gente, e nós somos privilegiados de estar na posição de ir (à Casa Branca)", disse Kraft ao programa matinal Today, da NBA. O proprietário da franquia de Boston é amigo pessoal de Trump, assim como o técnico Bill Belichick e o quarterback Tom Brady.

Desde o título conquistado no último domingo, seis jogadores já avisaram que não irão à Casa Branca: Devin McCourty, LeGarrette Blount, Martellus Bennett, Chris Long, Alan Branch e Qualin Dont'a Hightower. McCourty disse à revista Time que não se sente aceito na Casa Branca. Nem todos, porém, deixaram claro se tratar de uma decisão política.

Ao comentar a situação, Kraft lembrou que ela não é inédita. "Toda vez que a gente tem o privilégio de irmos à Casa Branca, diversos dos nossos jogadores não vão. Essa é a primeira vez que isso mereceu alguma atenção da mídia", afirmou, tentando minimizar a polêmica. "Alguns jogadores já tiveram o privilégio de ir à Casa Branca porque foram campeões universitários, outros têm compromissos familiares", argumentou.

A tradição de o campeão do Super Bowl visitar a Casa Branca começou em 1980, quando o Pittsburgh Steelers foi recebido pelo presidente Jimmy Carter. Desde então, dezenas de jogadores deixaram de comparecer. Brady, por exemplo, não esteve com Barack Obama em 2015, alegando conflito de agenda.

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