Donos da casa dominam Eco Challenge

Nos primeiros dias da Eco Challenge 2001, os atletas neozelandeses, que estão em casa, surpreenderam organizadores e concorrentes com um desempenho considerado espetacular. A equipe PureNZ não tem encontrado dificuldades para deixar para trás os atletas de outros países que disputam a maior corrida de aventuras do mundo.O organizador da prova, Mark Burnett, diz que a competição poderá até mesmo terminar antes do previsto por causa do ritmo forte imposto pelos líderes. ?O time da Nova Zelândia parece um grupo especial do Exército, eles fazem coisas espetaculares como descer 4000 pés em apenas uma hora, quando o normal é demorar entre três e cinco horas?, explicou.Os atletas que já começam a ser festejados na Nova Zelândia são Neil Jones, 40 anos, Kathy Linch, 44, Jeff Michell, 37 e Natthan Faevae, 30. Eles participam de corridas de aventura pelo país durante todo o ano, o que os torna quase imbatíveis, não só pelo excelente preparo físico que adquirem, mas também pela familiaridade que têm com os trechos de percurso, que vão desde perigosas corredeiras de rios até picos nevados em montanhas com mais de 3.000 metros de altitude.Pé esquerdo - Outras equipes, no entanto, não vão guardar recordações tão boas do início da competição. O time americano Strange & Carpenter, por exemplo, foi desqualificado logo no primeiro dia de disputa. Ele foram punidos porque perderam um dos cavalos durante um trecho que deveria ser enfrentado com a ajuda desses animais. O cavalo é considerado um ?equipamento? obrigatório pela organização da prova. Colocando o ?espírito esportivo? à prova, os atletas da equipe decidiram continuar cumprindo todas as tarefas da competição, mesmo sabendo que já não têm chance de conquistar o título.Brasileiros - Para a equipe do Brasil, o inicio da prova também não foi muito feliz. A capitã do time AXN Athena, Silvia Guimarães, caiu do cavalo no início da prova, mas seguiu sem maiores problemas o restante do percurso. Os contratempos continuaram quando o time teve que se separar para cumprir tarefas diferentes e demorou mais que o previsto para se reencontrar.Silvia acredita que o atraso não vai prejudicar a classificação final do time brasileiro, pois o que vale é a regularidade. ?A prova é muito longa e nós conseguiremos tirar este tempo perdido com facilidade?, afirmou ela.Durante uma das etapas de escaladas nas montanhas cobertas de neve, os brasileiros não tiveram muito problema com o clima e conseguiram descontar boa parte do tempo que haviam perdido. A atleta Eleonora Audra conta que o time teve algumas dificuldades de navegação, o que os levou para uma região difícil de ser transposta. ?Nós erramos um pouco e entramos em uma área cheia de rochas grandes, chamadas de morainas, que se parecem com formações de regiões costeiras e acabou machucando um pouco os nossos pés?, contou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.