Felipe Dana/AP
Felipe Dana/AP

Brasileira pode herdar ouro pan-americano por doping de peruana

Adriana Aparecida foi a segunda colocada na maratona

Estadão Conteúdo

21 Agosto 2015 | 14h53

É da maratona feminina que pode vir a 42ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos Pan-Americanos. Quando a competição se encerrou em Toronto, em julho, o superintendente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marcus Vinicius Freire, revelou que um brasileiro, medalhista de prata, poderia herdar o ouro por doping. Agora sabe-se que o possível doping é da maratonista Gladys Tejeda, do Peru.

A informação já vinha sido especulada após o Pan e foi confirmada na quinta-feira à noite pelo Comitê Olímpico do Peru (COP), após uma reportagem revelar o doping. "Informamos que um exame antidoping colhido na atleta em 17 de julho teve um resultado analítico adverso para uma substância diferente das outras, que não favorece o rendimento esportivo, sendo essa a razão por que ela não está sujeita à suspensão temporária mandatória e protegia pela confidencialidade do processo", explicou a entidade.

O Comitê Olímpico Peruano reforça que Gladys não foi suspensa, não teve seus resultados cancelados e não perdeu a medalha de ouro, pelo menos até que haja determinação em contrário. "Trata-se de um medicamento que ela mesma declarou ter consumido por prescrição médica para o tratamento de uma dor, o que indica que não agiu de má fé, nem tentando tirar vantagem indevida, e por isso ela conta com nosso total respaldo."

O caso se assemelha, pelo que descreve o COP, ao doping de Geisa Arcanjo depois de a brasileira conquistar a medalha de ouro no Mundial Juvenil de 2011, no arremesso de peso. Ela caiu no doping, por substância que não melhora o rendimento esportivo, e admitiu ter consumido chá verde. Ela perdeu a medalha, mas foi apenas advertida, não precisando cumprir suspensão.

Se a medalha de ouro for mesmo retirada de Tejeda, Adriana Aparecida da Silva, que chegou em segundo na maratona do Pan, herdaria a medalha de ouro. A peruana, assim como a brasileira, não está inscrita no Mundial de Pequim (China), porque um mesmo atleta não pode correr duas maratonas em período tão curto.

A imprensa brasileira chegou a noticiar que o caso de doping citado por Marcus Vinicius Freire seria do venezuelano Jesus Gonzalez Barrios, do levantamento de peso, mas esse caso nunca foi confirmado.

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