Doping: judoca alega inocência

O judoca João Derly comentou nesta quinta-feira, pela primeira vez, a sua suspensão temporária - até que haja o julgamento do caso pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) - por causa de resultado positivo em exame antidoping. E alegou inocência. "Tenho a consciência limpa, não usei doping, a não ser que tenha tomado alguma coisa lá no Rio sem saber", disse o atleta, que é considerado uma das principais revelações do judô do País. O controle antidoping foi realizado durante os VII Jogos Sul-Americanos, no Rio, quando Derly foi campeão na categoria ligeiro, medalha de ouro que vai perder se for julgado culpado. A CBJ ainda não marcou a data de julgamento do judoca da Sogipa (RGS), que será defendido pelo advogado Tomaz Paiva. A comissão médica da Organização Desportiva Sul-Americana (Odesur), que participa de reunião da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), no México, poderá divulgar outros casos de doping neste sábado. Derly teve resultado positivo para o uso da substância proibida chlortalidone, um diurético, medicamento que pode ser mal utilizado por atletas para reduzir peso rapidamente em esportes por categoria de peso ou diminuir a concentração de drogas pela diluição da urina (?máscara?). O judoca admitiu que estava 1,5 quilos acima do peso quatro dias antes da competição, mas observou que perdeu o excesso com as corridas, mais do que com a dieta receitada por um médico da equipe que não seguiu à risca. Neste ano, Derly voltou da Europa com três medalhas de ouro, ganhas nos torneios de Leonding (Áustria), Praga (República Checa), Varsóvia (Polônia), e uma de prata, em Paris (França). Ele também lidera o ranking brasileiro dos ligeiros.

Agencia Estado,

22 Agosto 2002 | 18h50

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