Doping leva Marizete ao Tribunal da CBAt

O caso de doping envolvendo a fundista Marizete de Paula Rezende, campeã da Corrida Internacional de São Silvestre, em 2002, será julgado na segunda-feira, pelo Superior tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A corredora teve resultado positivo para a substância proibida Eritropoetina (EPO), em teste antidoping realizado após a Meia Maratona do Rio, em 31 de agosto de 2003. A audiência será em Manaus, às 18h30, no auditório do Tribunal de Contas do Amazonas. Após a sentença caso será encaminhado à IAAF. A atleta ainda poderá recorrer à Corte Superior Arbitral órgão do Comitê Olímpico Internacional. Marizete, de 29 anos, dez de carreira, é ré confessa no processo e, dificilmente, será absolvida. A atleta confirmou que usou EPO, mas por indicação médica, para tratar de uma anemia, não para melhorar o desempenho nas corridas. ?Tinha consciência de que meu problema de saúde envolvia anemia em razão da grande perda de sangue no período menstrual. Vinha fazendo tratamento havia alguns anos, mas o problema se agravou e a intervenção médica se fez necessária. Foi quando iniciei o tratamento com a substância. O médico informou que a quantidade da substância seria baixa, e que não influenciaria meu desempenho.? O regulamento da IAAF, porém, não aceita o argumento. A entidade entende que Marizete deveria ter pedido autorização prévia para usar EPO para tratamento médico. Como doping, a EPO aumenta a capacidade de oxigenação dos músculos, melhora a resistência e o desempenho físico. ?Infelizmente, não sabia que tinha de pedir autorização prévia.? A atleta alega que havia sido medicada com EPO 13 dias antes do exame, mas não relatou o fato porque a médica pediu que listasse o que tinha usado nos últimos cinco dias.

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