Dora Bria é sepultada no Rio em cerimônia simples

Campeã de windsurfe, morta em acidente na quarta, tinha apenas o irmão como parente mais próximo

Leonardo Maia, Agência Estado

24 de janeiro de 2008 | 12h35

O corpo da windsurfista Dora Bria, 49 anos, morta em acidente automobilístico em Minas Gerais na terça-feira, foi sepultado nesta quinta no Cemitério do Caju, Zona Portuário do Rio, em rápida cerimônia que contou apenas com amigos íntimos e parentes. Solteira e sem filho, e com os pais falecidos, o ente mais próximo era o irmão Mauro Bria, que estava calmo mas mostrava abatimento.   "A Dora conhecia a estrada. Ela ia com freqüência a Brasília pois estava discutindo [com o governo] um projeto para ensinar gratuitamente o windsurfe a crianças carentes. Foi uma grande fatalidade", contou Mauro. Torcedora e ex-atleta do Vasco, o caixão de Dora foi recoberto por uma bandeira do clube. A Confederação Brasileira de Vela também enviou uma coroa de flores.   A única atleta de mais destaque a comparecer ao enterro foi Maria Cecília de Almeida, bicampeã mundial de caratê e contemporânea de Dora no Vasco. Outra presença importante foi a do cônsul-geral argentino na cidade Luis Eugenio Bellando, amigo pessoal da windsurfista. "Ela fazia tudo pelo esporte. Só falava disso e viva em função do esporte", comentou Bellando.   Pioneira da modalidade no Brasil, Dora foi seis vezes campeã nacional e três vezes levou o título sul-americano.

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