Dorival ganha força na incerteza de Muricy

Palmeiras ainda aguarda uma resposta do ex-técnico do São Paulo, mas já trabalha em outras frentes. O treinador do Vasco é forte candidato

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

O Palmeiras depende da resposta de Muricy Ramalho para definir seu próximo treinador. Descansando em Ibiúna, no interior paulista, o ex-são-paulino já recebeu a proposta e pediu tempo para pensar. O Alviverde, porém, não tem todo esse tempo e partiu para outras opções - Dorival Júnior, do Vasco, é um dos favoritos caso Muricy não acerte.Bastante identificado com o São Paulo, Muricy não imaginava receber uma proposta do rival menos de 10 dias depois da sua saída do Morumbi. Outros clubes também estão interessados no treinador - ele foi procurado pelo futebol do Catar e pode também assumir o Internacional, caso os gaúchos percam a Copa do Brasil amanhã e Tite seja demitido.O Palmeiras sabe de tudo o que envolve o ex-são-paulino e vai esperar mais um tempo. "Mas, se sentirmos que há alguma dificuldade, vamos definir logo", diz o diretor de futebol Genaro Marino, querendo uma definição de Muricy, que ainda nem teria assinado a rescisão com o São Paulo. "Não podemos ficar muito tempo sem um comandante. Temos de decidir nesta semana." Se sentir que Muricy vai demorar a tomar decisão, o Palmeiras vai buscar outro treinador. Abel Braga está descartado, por causa da multa (R$ 4,5 milhões) que é preciso pagar para tirá-lo do Al Jazira, dos Emirados Árabes. "O clube dele falou que não abre mão da multa", lamenta Marino.Dorival Júnior, assim, ganha força e pode receber proposta em breve para deixar o Vasco. "O Dorival é sempre um nome pensado, pelo vínculo que tem com o Palmeiras." Além de ex-jogador do clube, é sobrinho de um dos maiores ídolos palmeirenses, Dudu. Se um técnico não chegar logo, o time será novamente comandado pelo interino Jorginho, domingo, contra o Avaí, em Florianópolis.LUXEMBURGO INDIGNADOVanderlei Luxemburgo escreveu ontem no seu blog sobre a demissão. "A diretoria teve todo o direito de me demitir, mas o que não aceito é o argumento ?quebra de hierarquia?, pois, em momento algum, tive a pretensão de decidir quem se venderia ou quem se compraria."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.